
No ano passado, 105 pessoas trans foram mortas no Brasil, um número que mantém o país em um patamar alto de violência, mas que apresenta redução de 12% em relação ao dado de 2023 (quando houve 119 vítimas). A estatística foi publicada nesta terça (21), pela ONG Rede Trans Brasil, que lançará o dossiê oficial com os dados no dia 29, quando se comemora o Dia Nacional da Visibilidade Trans.
Em novembro, o Brasil alcançou, pela 16ª vez seguida, a marca de país com mais assassinatos de pessoas trans do mundo. Essa estatística é da ONG Trans Murder Monitoring, que levanta dados de diversos países em um período específico: de setembro a outubro do ano seguinte.
Na última edição do monitoramento internacional, publicado em outubro de 2024, houve o registro de 350 mortes no mundo, e o Brasil respondia por 30% delas.
De acordo com o dossiê da Rede Trans Brasil, os estados onde houve mais mortes de pessoas trans em 2024 foram, em ordem, São Paulo, Minas e Ceará. O maior número de vítimas aconteceu no Nordeste: 40 das 105.
Além dos dados da Rede Trans Brasil, a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), que faz esse levantamento há mais tempo, lançará seu próprio dossiê também na semana que vem. O evento acontecerá na segunda-feira (27), em um evento junto ao Ministério dos Direitos Humanos.
Redação com informações do Jornal O Globo



