Outubro Verde: número de casos de sífilis acende alerta no interior de SP; saiba sobre prevenção e cuidados, comunica G1

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Levantamento da TV TEM aponta alta de sífilis adquirida, em gestantes e em bebês nas regiões de Bauru, Marília e Prudente. Infectologista reforça uso de preservativo como principal prevenção.

O número de diagnósticos de sífilis acendeu o sinal de alerta para as autoridades de saúde em cidades do oeste paulista neste mês de “Outubro Verde”, período dedicado à conscientização e prevenção contra a infecção de transmissão sexual.

O levantamento inclui casos da forma adquirida da doença, diagnósticos em gestantes e episódios de sífilis congênita, quando é transmitida da mãe para o bebê durante a gestação ou parto. (Veja mais detalhes abaixo).

Dados apurados pela TV TEM na primeira quinzena deste mês revelam o panorama da contaminação nos maiores municípios da região.

Bauru: registrou 652 casos de sífilis adquirida até agosto, 187 contaminações em gestantes e 119 diagnósticos de sífilis congênita em recém-nascidos;
Marília: somou 223 casos da doença na forma adquirida, 95 em gestantes e 28 contaminações congênitas;
Presidente Prudente: contabilizou 170 registros de sífilis adquirida e 14 casos confirmados de transmissão congênita.

Para conter a disseminação da bactéria, especialistas reforçam a necessidade de testagem rápida e do uso contínuo de métodos de barreira em todas as relações sexuais.

Cuidados na gestação e teste no SUS
A sífilis congênita é uma das grandes preocupações médicas, exigindo detecção precoce. O médico infectologista ressalta que o exame de sífilis é obrigatório durante o acompanhamento pré-natal. As mães devem realizar os exames assim que descobrem a gravidez.

O médico também alerta que a preocupação e o tratamento não devem ser exclusivos da mãe. A partir do momento em que a gestante é diagnosticada, o parceiro também recebe a recomendação médica para realizar o tratamento da doença.

“O tratamento não envolve só a gestante, mas também o parceiro. A partir do momento que o diagnóstico é feito na mãe, o parceiro também tem a recomendação do tratamento”, ressalta

Todo o acompanhamento e os tratamentos podem e devem ser feitos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para facilitar o diagnóstico, a rede pública disponibiliza testes rápidos de sífilis, cujos resultados saem em até 30 minutos.

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