OSCAR 2007: FILME SOBRE ÓRFÃO QUE PERDEU OS PAIS EM FUNÇÃO DA AIDS GANHA ESTATUETA DA CATEGORIA DE DOCUMENTÁRIO CURTA-METRAGEM

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26/02/2007 – 11h45

Ao lado, Ruby Yang e Thomas Lennon, diretores do documentário produzido pelos EUA e China

A história de um órfão que teve seus pais vitimados pelas Aids. Esse é o argumento de “The Blood of Yingzhou District” (“O Sangue do Distrito de Yingzhou”, na tradução literal), vencedor do Oscar 2007 na categoria de documentário curta-metragem. O filme, com 39 minutos de duração, é uma co-produção dos Estados Unidos e da China (para ver o trailer do filme, clique aqui).

Seus diretores, Ruby Yang e Thomas Lennon, acompanharam, durante cerca de um ano, o dia a dia de Young Gao Jun, garoto que perdeu os pais em decorrência da pandemia da Aids e atualmente é criado pelo tio. Devido à ignorância em relação à doença, a comunidade do distrito de Yingzhou isolou-o do convívio com as demais crianças.

Seus companheiros de brincadeiras são três galinhas, criadas no quintal de sua casa, localizada na província de Anhui (leste da China). “O vírus mais contagioso é o medo”, escreveu Thomas Lennon, um dos diretores, em texto de promoção da película.

De acordo com dados oficiais do regime chinês, já foram diagnosticados mais de 183 mil casos da moléstia em todo o país. Divulgados em novembro do ano passado, os números assustam: de 2005 para 2006, houve um aumento de 27,5% em relação ao número de casos de pessoas vivendo com Aids.

Segundo as autoridades da China, esse crescimento seria em razão do aumento dos registros da doença e também por causa da expansão dos testes de HIV. Estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que o número de portadores na China seja de aproximadamente 650 mil indivíduos. Não existem dados sobre os órfãos chineses.

Redação da Agência de Notícias da Aids

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