ONGs da África do Sul pedem asilo para médico ugandense, ativista pelos direitos sexuais

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20/02/2014 – 11h45

Organizações da Sociedade Civil da África do Sul, como a Treatment Action Campaign, Coalition of African Lesbians e ANOVA Health Institute, estão pedindo a suspensão urgente do processo de deportação do médico ugandense Paul Nsubuga Semugom. Ativista pelos direitos humanos, Paul é "procurado" em Uganda por defender a população de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT).

De acordo com o comunicado de imprensa divulgado por essas organizações e traduzido para o português pelo ativista Jorge Beloqui, que está ajudando na repercussão do caso aqui no Brasil, Paul é um grande opositor da Lei anti-homossexualidade em Uganda.

O militante ugandense mostrou como este projeto de lei não só é uma violação dos direitos humanos, mas também coloca um dilema de acesso a saúde para os homens que fazem sexo com homens (HSH).

“Paul está em risco, se ele for deportado para Uganda. Um de seus amigos mais próximos David Kato foi assassinado em 2011, e ele sentiu que não era mais seguro morar em Uganda e decidiu se mudar com seu parceiro para a África do Sul, onde é voluntário no ANOVA Health Institute nos últimos três anos, trabalhando especificamente com HSH”, diz o comunicado.

A solicitação de Paul para ficar na África do Sul está pendente desde março de 2012. O seu pedido foi perdido duas vezes pelo Departamento de Assuntos Internos daquele país. Depois de várias viagens dentro e fora da África do Sul, com autorização do país, Paul voltou recentemente de uma reunião no Zimbábue no início desta semana e foi preso.

Advogados obtiveram uma ordem judicial para impedir a sua deportação e conseguir sua liberdade. No entanto, funcionários da imigração recusaram-se ilegalmente a libertá-lo, segundo informa o comunicado de imprensa.

O ANOVA Health Institute informa que continuará a oferecer suporte para a libertação de Paul da prisão, e uma avaliação justa do seu pedido de residência na África do Sul, o que inclui levar em conta a posição do Uganda sobre homossexualidade.

Redação da Agência de Notícias da Aids

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