18/02/2014 – 17h30
O sonho de entrar para a carreira militar, a exemplo de seu avô e seu pai, acabou para A., de 28 anos. Há sete anos ele descobriu que é soropositivo e, para sua surpresa, deparou-se com uma exigência no edital do concurso da Polícia Militar: a testagem para o vírus da aids, com reprovação automática do candidato portador da doença.
O Grupo Pela Vidda recorreu ao Conselho Superior do Ministério Público contra o edital, conforme informou o colunista do GLOBO Ancelmo Gois. Em janeiro, o promotor Flávio Bonazza já havia indeferido o pedido do Fórum ONG/Aids do Rio e de Niterói para retirar esse artigo do edital.
"O edital me deixou desestimulado. O fato de eu ser soropositivo não me impossibilita de exercer a função militar. Sou uma pessoa saudável, tenho disposição para trabalhar, pratico atividades físicas", lamenta A.
O vice-presidente do Grupo Pela Vidda, George Gouvea, diz que o fato de um individuo ter Aids não inviabiliza sua vida profissional. A PM informou que a exigência do teste não é preconceito, mas que algumas doenças impedem o candidato de exercer todas as funções. A testagem compulsória do HIV é vedada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).



