
A Organização Mundial da Saúde soou um novo alerta global sobre o risco de uma epidemia de chikungunya, com base em sinais idênticos aos observados há 20 anos. A doença, transmitida por mosquitos, já se espalhou por 119 países, colocando mais de 5,6 bilhões de pessoas em risco.
Quais são os sintomas mais comuns da chikungunya?
Os sinais se assemelham aos da dengue e do zika, o que pode dificultar o diagnóstico. Entre os sintomas mais frequentes estão:
- Febre alta de início súbito
- Dores articulares intensas, principalmente nas mãos, pés e pulsos
- Manchas vermelhas, coceira e dores musculares
- Em crianças: vômitos, diarreia e dores nas costas
Embora a taxa de mortalidade seja inferior a 1%, a grande escala de infecções pode resultar em milhares de mortes, segundo a OMS.
Como a chikungunya está se espalhando em 2025?
O vírus está expandindo sua presença para além da África e da Ásia, alcançando regiões como Madagascar, Somália, Quênia e o sul da Ásia. A Europa também registrou casos importados e até transmissões locais.
Segundo a OMS, esse padrão repete o ocorrido entre 2004 e 2005, quando o vírus ganhou alcance global após surtos em ilhas isoladas.
Qual o papel do mosquito-tigre na disseminação?
O Aedes albopictus, conhecido como mosquito-tigre, está se expandindo geograficamente por causa das mudanças climáticas. Ele transmite chikungunya, dengue e zika, e é ativo principalmente no início da manhã e fim da tarde.
Com o aquecimento global, o mosquito-tigre está alcançando regiões antes frias, aumentando o risco de novas epidemias em locais inesperados.
O que pode ser feito para prevenir a chikungunya?
As estratégias de prevenção são as mesmas adotadas contra a dengue. Para reduzir os criadouros do mosquito, recomenda-se:
- Tampar caixas d’água e recipientes
- Limpar calhas e canaletas regularmente
- Armazenar pneus e garrafas em locais cobertos
- Evitar água parada em vasos, baldes e ralos
Medidas individuais também ajudam, como o uso de roupas protetoras, repelente e mosquiteiros.
Por que a OMS está pedindo ação urgente dos países?
Com base em padrões anteriores, a OMS acredita que o mundo corre risco de repetir uma epidemia global semelhante à de 2005. O vírus se espalha rápido em locais com baixa imunidade da população.
O órgão reforça que este é um alerta antecipado, e os países ainda têm tempo para intensificar o monitoramento, a prevenção e o controle da doença.


