OFICIAIS DE SAÚDE INCITAM COMUNIDADE INTERNACIONAL A NÃO ABANDONAR LUTA CONTRA A AIDS NA AMÉRICA LATINA

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16/12/2006 – 13h15

Embora a taxa de infecções pelo HIV esteja estável em algumas partes da América Latina, oficiais de saúde incitaram a comunidade internacional a manter programas de luta contra a Aids no continente. Nesta última quinta-feira (14), em reunião com o UNAIDS (Conjunto das Nações Unidas para o HIV/Aids), oficiais de saúde do continente ainda discutiram os desafios do HIV/Aids.

“Pedimos que não haja atraso em ajudar nossos países porque o HIV não espera para agir. Pessoas estão sofrendo e morrendo”, disse o vice-ministro da saúde de El Salvador, Jose Ernesto Navarro Marin. Realizar assistência no campo do HIV para os mais necessitados é um “processo extremamente complexo na América Latina”, acrescenta.

De acordo com o Unaids, mais da metade do número estimado de pessoas vivendo com HIV/Aids no continente (1,7 milhão) estão nas quatro maiores nações: Brasil, México, Argentina e Colômbia. No entanto, a prevalência do vírus está em pequenas nações como El Salvador, Panamá e Honduras.

A proliferação do HIV na América Latina foi abastecida, em maior parte, por fatores como a pobreza, a migração, a informação insuficiente sobre a prevenção e a homofobia, de acordo com o Unaids. “Sexo desprotegido entre homens ainda é responsável por quase metade das infecções no Brasil”, diz relatório do Unaids de 2006.

Os participantes do encontro também concordam que a prevenção em universidades e escolas reduz o número de infecções. O Brasil foi citado em sua experiência bem sucedida na transmissão vertical ao oferecer testes de anti-HIV para mulheres grávidas.

“Nos últimos 7 anos as pessoas tem entendido mais sobre o assunto, está mais fácil conversar sobre educação ssexual”, afirmou , Jose Ernesto Navarro Marin.

Fonte: Agência AP

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