O Globo/ Testosterona e menopausa masculina: urologista Gustavo Guimarães dá 10 dicas para a saúde do homem

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Um levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), com base em dados do Ministério da Saúde, mostrou que jovens do sexo masculino entre 16 e 19 anos buscam três vezes menos o urologista na rede pública em comparação com a frequência com que meninas da mesma idade recorrem ao ginecologista.

O cenário é um dos muitos exemplos de como homens cuidam menos da saúde, um fato que ajuda a explicar por que a expectativa de vida para mulheres é cerca de sete anos superior àquela do sexo masculino. Para mudar isso, é preciso informação, defende o urologista Gustavo Cardoso Guimarães.

Por isso, a convite do GLOBO, o especialista — que é fundador e diretor do Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica (IUCR), professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador-geral dos departamentos cirúrgicos oncológicos da Beneficência Portuguesa de São Paulo — oferece 10 conselhos para que as pessoas vivam mais e melhor.
Veja aqui o vídeo com o depoimento do urologista Gustavo Guimarães:

Monitore o caso de fimose nos pequenos
Tema comum entre os recém-nascidos e meninos pequenos é a fimose, condição em que a pele que recobre a glande apresenta um estreitamento e dificuldade de se retrair completamente. Parte dos casos se resolve espontaneamente, mas situações persistentes ocorrem em cerca de 1% a 10% dos casos.
Estes casos podem ser abordados com medicamentos ou com uma intervenção cirúrgica. O procedimento é a postectomia, também conhecida como circuncisão, na qual se faz a remoção do excesso de pele do prepúcio. Ela pode ser feita em qualquer idade, mas é preferível corrigir o problema na primeira infância para evitar complicações como inflamações e infecções recorrentes do trato urinário, dor na masturbação ou na hora de ter relações sexuais. É importante também para redução do risco de câncer de pênis.
Não use anabolizantes sem indicações médicas.

O uso de anabolizantes e de suplementação de testosterona entre jovens que frequentam academias com fins de ganho muscular é mais um grave problema atual a ser abordado nas consultas médicas.

Especialmente para os adolescentes, ainda em fase de desenvolvimento físico, esse uso inadequado pode levar a consequências graves no desenvolvimento musculoesquelético, como o fechamento precoce das cartilagens de crescimento e deformidades ósseas.
Além disso, em todas as idades, esse uso excessivo de testosterona pode levar à atrofia dos testículos, resultando em infertilidade e dependência de testosterona para o resto da vida. Por isso, o uso, sem ser indicado pelo médico, é completamente desaconselhado.

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