
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirma se sentir segura no cargo e diz não ter recebido nenhum sinal de que será demitida.
A socióloga reclama da fritura, que considera “muito desagradável”, mas contesta as críticas à sua gestão.
— Esses rumores envolvendo meu nome existem desde o início do governo. É uma lástima, mas continuo fazendo meu trabalho — queixa-se a ministra.
— É muito desagradável. Minha família liga, jornalistas ligam, mas eu me sinto muito segura com minha gestão. E não fico acuada com especulações — acrescenta.
Nesta quinta-feira, reportagem da Folha de S.Paulo afirmou que o presidente Lula avisou aliados que substituirá Nísia na reforma ministerial.
A titular da Saúde diz que não recebeu nenhum recado e que segue trabalhando normalmente.
— Pode ser que o presidente esteja pensando em mudanças, mas ele nunca falou nada comigo. Estive com ele ontem e não recebi nenhuma indicação disso — afirma.
— Estou enfrentando os principais desafios da Saúde. Alcancei resultados expressivos no aumento da cobertura vacinal, na atenção primária e na eliminação do sarampo — defende-se.
Nísia reconhece que teve problemas na comunicação do ministério, mas afirma ter feito mudanças após duas reuniões com o ministro Sidônio Palmeira, novo chefe da Secom.
— Existe uma batalha da comunicação. Estou disposta a melhorar, e já fizemos isso nas redes sociais. Infelizemente, a divulgação do que o ministério está fazendo nunca consegue se equiparar às especulações sobre a minha permanência no cargo — reclama.
A ministra também contesta as críticas por supostos atrasos no Mais Especialidades, programa apresentado como prioridade da Saúde.
Ela sustenta que o número de cirurgias eletivas subiu 37% em relação a 2022 e promete novos investimentos de R$ 1,2 bilhão para ampliar o Programa Nacional de Redução de Filas.
— É um programa complexo, que enfrenta um gargalo histórico. Mas será uma revolução na vida das pessoas e no SUS.


