O Globo destaca : Estado do Rio registra aumento de casos de Mpox

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 A reportagem de  Madson Gama  informa que  foram   feitos este ano 211 diagnósticos da doença, quase o dobro de todo ano de 2025.Apesar do  crescimento da infecção viral, a vacina está em falta nas unidades públicas.Ex- secretário diz que há dez pacientes internados na capital. O número de casos de Mpox vem aumentando no Estado do Rio, levando médicos a alertar para a necessidade de medidas que contenham o avanço da doença. transmitida pelo contato, a infecção viraltem entre suas manifestações características as lesões na pele.

Dados do Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde mostramque, até a última terça-feira, 211 pessoas haviam testado positivo no estado quase o dobro do total registrado em todo o ano passado, quando foram contabilizados 119 casos.Transmitida pelo contato, a infecção viral tem entre suas manifestações características as lesões na pele. Dados do Cenro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde mostram que, até a última terça-feira, 211 pessoas haviam testado positivo no estado quase o dobro do total registrado em todo o ano passado, quando foram contabilizados 119 casos.

A alta se concentra nos meses de setembro e outubro, que somam 90 diagnósticos. Em 2025, nomesmo período, foram apenas dez registros. A comparação revela um au-mento de 800%. Outros 117 casos ainda estão em investigação. Especialistas também apontam a possível circulação, no Rio, de um novo subtipo do víruscausador da doença. Na capital fluminense, a situação também preocu-pa. Segundo as informações do Observatório Epidemiológico da Cidade do Rio, até quinta-feira, 167casos foram confirmados,contra 94 em todo o ano passado. O deputado federal Daniel Soranz, ex-secretário municipal de Saúde, chamou a atenção paraesse crescimento: “ O vírus da Mpox está circulando com mais intensidade no Rio e no Brasil.Neste momento, há dez pacientes internados no Rio. É uma doença de fácil diagnóstico. São bolhas que aparecem seguidas de febre eacompanhadas de linfono-domegalia (popularmenteconhecida como íngua), na maioria das vezes.Segundo o parlamentar, odiagnóstico da doença é simples. Ele explicou quetodas as unidades básicas desaúde estão aptas a coletar o material das feridas e enviarpara o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen)

VACINA EM FALTA

Existe vacina contra a doença, mas, no momento, as doses estão em falta no Sistema Único de Saúde.

“ Como presidente da Frente Parlamentar da Vacina, do Congresso Nacional, venho cobrar do Ministério da Saúde que aumente a cobertura vacinalpara a Mpox em todo o Brasil. Infelizmente, poucas foram as vacinas recebidas”, afirma Soranz. Procurado, o Ministério da Saúde não informou a estratégia de imunização a seradotada diante do aumento de casos.Pioneira no enfrentamento da Aids na década de 1980, a médica infectologista Marcia Rachid vem alertando para a alta do número de casos desde o iníicio do mês.

“ Mpox é muito arriscado para quem vive com HIV,porque, se a pessoa estiver com a imunidade muito baixa, ela pode ficar numa situação muito grave. Já houvecasos de óbitos.”

DIAGNÓSTICO DEMORADO

O ator Ari Areia, de 35 anos,começou a apresentar os sintomas no dia 30 de setembro. Mas não foi simpleschegar ao diagnóstico. Eleconta que recorreu a umaClínica da Família, a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e ao HospitalMunicipal Souza Aguiar,mas a Mpox sequer foi cogitada. Mais de uma semana depois, ele conta que recorreu a umaClínica da Família, a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e ao Hospital Municipal Souza Aguiar, mas a Mpox sequer foi cogitada. Mais de uma semana depois ele viu um post de Márcia Rachid no Instagram e entrou em contato com a médica. Diante da suspeita, cancelou compromissos profissionais, entrou em isolamento e procurou a Fiocruz, onde fez o teste. “Tive febre, dores no corporal-estar e uma infecção  de garganta que chegou a ser diagnosticada como uma amigdalite, mas não apresentava melhora nenhuma com o uso dos antibióticos. Como fiquei uma semana e meia com dificuldade absurda para comer e ingerir água, precisei ficar internado no hospital da Fiocruz.A Mpox em senão tem um tratamento, é espero encerrar o tempo do ciclo viral e ir controlando possíveis efeitos. Apesar de ter sido informado pelos médicos da Fiocruz que minhas amostras sinalizaram uma variante nova mais forte que está circulando na cidade, considero que tive um quadro leve”, detalha. Mayara Secco, pesquisadora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), da Fiocruz, referência no tratamento da doença, recomenda o uso de preservativos porque a transmissão da Mpox por contato sexual predomina no Brasil.As secretarias municipal e estadual de Saúde informaram que a situação atual não é considerada surto ou epidemia.

Como se prevenir e se cuidar

O risco de contágio seinicia logo no surgimento dos primeiros sintomas, como febre, dores no corpo ou mal-estar. A transmissão do vírus pode começar de um a quatro dias antes do aparecimento das feridas e só cessa quando todas as feridas cicatrizam completamente.

Formas de contágio

Por contato direto, ao tocar nas lesões, e por fluidos corporais (saliva e secreções respiratórias) e genitais. Ou pelo compartilhamento de objetos contaminados (roupas, lençóis e talheres, por exemplo).

Em caso de suspeita:

Procurar atendimento em uma unidade de saúde diante do aparecimento de lesões, especialmente nas regiões genital, anal e oral.Nos casos confirmados, manter o isolamento e o acompanhamento médico.

Onde fazer o teste:

Instituto Evandro Chagas, da Fiocruz, emManguinhos, e Needier,da UFRJ, no Fundão.

 

Fonte : Jornal  O Globo, texto de Madson Gama

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