Pernambuco se despede de um de seus maiores defensores dos direitos humanos e da luta contra a Aids. Wladimir Reis, fundador do Grupo de Trabalho em Prevenção Posithivo (GTP+), faleceu nesta terça-feira (7), deixando um legado de coragem, empatia e compromisso com as pessoas vivendo com HIV e Aids.
Referência nacional no ativismo social, Wladimir dedicou sua vida à defesa da dignidade, ao enfrentamento do estigma e à promoção do acesso universal ao tratamento. À frente do GTP+, organização que completa 25 anos de atuação em Pernambuco, ele foi voz ativa em momentos decisivos da história do movimento, lutando pela construção de políticas públicas e por uma sociedade mais justa e inclusiva.
Em nota de pesar, o GTP+ destacou o papel fundamental de seu fundador: “Perdemos Wladimir Reis, militante dos direitos humanos e o fundador da nossa instituição, que dedicou sua vida na luta por um mundo melhor para as pessoas vivendo e convivendo com HIV e Aids.”
Além do trabalho no GTP+, Wladimir participou do Comitê de Combate à Tortura de Pernambuco, coordenou a ABONG-PE e integrou a Rede Aids. Sua atuação foi marcada pela coerência e pela firmeza ética, inspirando gerações de ativistas em todo o país.
O GTP+ também relembrou a coragem de Wladimir durante os anos 1990, quando o preconceito e a desinformação sobre o HIV eram ainda mais fortes. “Tu nunca silenciaste em favor do nosso segmento tão alijado em acesso a direitos”, registrou o grupo, citando uma de suas frases mais marcantes: “Não me escondi para viver e lutar por quem é HIV positivo.”
A nota encerra com um verso de Raul Seixas que simboliza o legado deixado por ele: “Sonho que se sonha junto vira realidade.”

A cerimônia de despedida de Wladimir Reis será realizada nesta quarta-feira (8), às 15h, no Cemitério de Santo Amaro, no Recife.
Redação da Agência de Notícias da Aids




