A comunidade científica brasileira está de luto. O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) divulgou nota de pesar pelo falecimento do pesquisador Amílcar Tanuri, um dos maiores nomes da virologia no Brasil e no mundo.
De acordo com a nota, Tanuri, graduado em Ciências Biológicas e doutor em Genética, foi chefe do Laboratório de Virologia Molecular do Instituto de Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Sua trajetória acadêmica e científica foi marcada pelo compromisso com a saúde pública e pela contribuição decisiva em momentos de grande impacto para o país.
Ao longo da carreira, atuou como consultor do Ministério da Saúde em diferentes ocasiões, integrando o grupo técnico assessor do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PcDT) para manejo da infecção pelo HIV em adultos. Seus estudos se dedicaram especialmente à diversidade genética do HIV, à resistência a medicamentos e às respostas às epidemias que se sucederam nas últimas décadas.
O pesquisador também esteve à frente de investigações sobre o vírus da Zika, durante a emergência de saúde que mobilizou o mundo, e, mais recentemente, coordenou estudos sobre a resposta imune ao SARS-CoV-2. Tanuri foi um dos cientistas que participaram da identificação de variantes do coronavírus no Brasil, contribuindo para o monitoramento da pandemia.
Na nota, a Direção do INI/Fiocruz destacou que o legado de Tanuri se expressa não apenas na excelência de suas pesquisas, mas também na formação de novas gerações de cientistas. “Seu compromisso com a ciência e com a saúde pública marcou décadas de atuação, formando gerações de pesquisadores e contribuindo para o enfrentamento de epidemias que impactaram profundamente o país”, afirma o texto.
Neste momento de despedida, a instituição expressou solidariedade a familiares, amigos, colegas e a todos que tiveram o privilégio de conviver com ele, ressaltando a importância de sua vida e obra para a ciência brasileira.
Redação da Agência de Notícias da Aids




