Novos casos de aids entre jovens chamam atenção em Ourinhos

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27/02/2014 – 11h30

O número de novos casos de aids entre jovens no ano passado, em Ourinhos, interior de São Paulo, chamou a atenção dos profissionais ligados ao programa de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis, as DSTs.

Em 2012 não foi registrado nenhum caso de contágio direto de HIV, vírus da aids, em jovens, entre 15 e 20 anos. Já em 2013, nesta mesma faixa etária, foram registrados sete novos casos. Uma das razões para esses números, segundo a coordenadora do Saedi (Serviço Especializado em Doenças Infecciosas de Ourinhos), Marcela Caldeira da Silva, é que os adolescentes têm começado cada vez mais cedo a vida sexual e sem o conhecimento sobre métodos de prevenção.

Um adolescente de 16 anos, que prefere não se identificar por ser portador do HIV, contou que na segunda experiência sexual que teve, aos 15 anos, contraiu o vírus da Aids e a sífilis. “Eu achava que nunca ia acontecer comigo”, lamentou.

Ele só descobriu que estava com a doença, quando começaram a surgir manchas vermelhas pelo corpo, que é um dos sintomas da sífilis. Se não for tratada, a sífilis pode comprometer outros órgãos como os olhos, coração e sistema nervoso.

O adolescente procurou um médico, foi diagnosticado e começou o tratamento em seguida. Agora faz acompanhamento psicológico e precisa viver a base de remédios, além de conviver com os incômodos da doença. “Não posso tomar chuva, resfriado, tenho que cuidar da limpeza. Se saio preciso levar os remédios”, conta o jovem.

Ele faz o tratamento há seis meses e já teve que trocar de remédios por conta dos efeitos colaterais. São pelo menos seis medicamentos de uso diário. Mesmo vivendo esse momento difícil, ele aconselha quem está começando a vida sexual a não agir pela aparência ou por impulso. “Você não sabe se a pessoa é doente”, completa.

Atualmente pelo menos 263 pessoas fazem acompanhamento no Saedi de Ourinhos, que também realiza campanhas de conscientização e palestras de orientação. Mas ainda há muita resistência das pessoas, que consideram um problema falar de sexo, segundo a coordenadora. “Nas escolas ainda é um problema falar sobre prevenção e DTS, porque as pessoas tem certo tabu em falar sobre sexo”, destaca Marcela.

A psicóloga Salete Navas Leite faz o acompanhamento dos pacientes no Saedi e trabalha diretamente com os adolescentes. Ela acredita que os pais devem prestar mais atenção no amadurecimento sexual dos filhos para poder agir no momento certo. “Quando não parte da criança, os pais tem que partir da observação e esclarecer as dúvidas dos filhos”, finaliza.

O número de novos casos de aids entre jovens no ano passado, em Ourinhos, interior de São Paulo, chamou a atenção dos profissionais ligados ao programa de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis, as DSTs.

Em 2012 não foi registrado nenhum caso de contágio direto de HIV, vírus da Aids, em jovens, entre 15 e 20 anos. Já em 2013, nesta mesma faixa etária, foram registrados sete novos casos. Uma das razões para esses números, segundo a coordenadora do Saedi (Serviço Especializado em Doenças Infecciosas de Ourinhos), Marcela Caldeira da Silva, é que os adolescentes têm começado cada vez mais cedo a vida sexual e sem o conhecimento sobre métodos de prevenção.

Um adolescente de 16 anos, que prefere não se identificar por ser portador do HIV, contou que na segunda experiência sexual que teve, aos 15 anos, contraiu o vírus da Aids e a sífilis. “Eu achava que nunca ia acontecer comigo”, lamentou.

Ele só descobriu que estava com a doença, quando começaram a surgir manchas vermelhas pelo corpo, que é um dos sintomas da sífilis. Se não for tratada, a sífilis pode comprometer outros órgãos como os olhos, coração e sistema nervoso.

O adolescente procurou um médico, foi diagnosticado e começou o tratamento em seguida. Agora faz acompanhamento psicológico e precisa viver a base de remédios, além de conviver com os incômodos da doença. “Não posso tomar chuva, resfriado, tenho que cuidar da limpeza. Se saio preciso levar os remédios”, conta o jovem.

Ele faz o tratamento há seis meses e já teve que trocar de remédios por conta dos efeitos colaterais. São pelo menos seis medicamentos de uso diário. Mesmo vivendo esse momento difícil, ele aconselha quem está começando a vida sexual a não agir pela aparência ou por impulso. “Você não sabe se a pessoa é doente”, completa.

Atualmente pelo menos 263 pessoas fazem acompanhamento no Saedi de Ourinhos, que também realiza campanhas de conscientização e palestras de orientação. Mas ainda há muita resistência das pessoas, que consideram um problema falar de sexo, segundo a coordenadora. “Nas escolas ainda é um problema falar sobre prevenção e DTS, porque as pessoas tem certo tabu em falar sobre sexo”, destaca Marcela.

A psicóloga Salete Navas Leite faz o acompanhamento dos pacientes no Saedi e trabalha diretamente com os adolescentes. Ela acredita que os pais devem prestar mais atenção no amadurecimento sexual dos filhos para poder agir no momento certo. “Quando não parte da criança, os pais tem que partir da observação e esclarecer as dúvidas dos filhos”, finaliza.

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