Documento lançado nesta 24 de março critica silêncio institucional, expõe desigualdades e reforça papel da sociedade civil no enfrentamento da doença
No Dia Mundial de Combate à Tuberculose, celebrado em 24 de março, a Articulação Social Brasileira de Enfrentamento da Tuberculose (ART-TB) lançou uma nota política que denuncia o que classifica como “apagamento social” da doença no Brasil e cobra maior compromisso do poder público diante de um cenário ainda considerado crítico.
Intitulado “Entre números e silêncios: o apagamento social da Tuberculose no Brasil”, o documento reúne críticas à condução da resposta nacional e destaca a permanência de desigualdades estruturais associadas à doença.
Segundo a ART-TB, o país registrou, em 2024, incidência de 40,6 casos por 100 mil habitantes, acima da meta da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 6,7 casos por 100 mil.
A nota também menciona o adiamento de um evento nacional previsto para o 24 de março, que reuniria autoridades, pesquisadores e representantes da sociedade civil, além da ausência de uma campanha de comunicação de maior alcance por parte do Ministério da Saúde.
Para a articulação, esses elementos indicam fragilidades na priorização do tema na agenda pública.
Doença e desigualdade
O documento destaca que a tuberculose afeta de forma desproporcional populações em situação de maior vulnerabilidade social, como pessoas negras, periféricas, privadas de liberdade, indígenas, migrantes e em situação de rua.
A ART-TB aponta que o enfrentamento da doença está diretamente relacionado às condições de vida e ao acesso a políticas públicas.
A nota também aborda a inclusão da tuberculose em iniciativas governamentais recentes, como o programa Brasil Saudável, e a definição de metas de eliminação até 2030. Ao mesmo tempo, aponta desafios na implementação de ações consideradas estruturantes para o controle da doença.
Redação da Agência de Notícias da Aids



