Música, coreografias, fantasias, religião e testagem de HIV fizeram a festa da diversidade, na Praça da República

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02/05/2014 – 16h30

A 14ª edição da Feira Cultural LGBT de São Paulo, nessa quarta-feira (1º de maio), encheu a Praça da República de cores, sons e muita gente animada, num clima de esquenta para a Parada Gay de domingo (4). Foi o primeiro ano do evento em novo endereço – as edições anteriores eram no Vale do Anhangabaú – e os organizadores e pessoal das tendas, onde havia de comidinhas e artesanato a informações diversas – aprovaram a mudança.

O trailer do projeto Quero Fazer, de testagem rápida de HIV do Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo, estacionou na praça para fazer uma demonstração do teste rápido por fluido oral. As primeiras 100 pessoas que pararam ali fizeram o teste.

Na tenda da prefeitura, foram distribuídos cerca de 60 mil insumos de prevenção, entre preservativos e gel lubrificante. No início da tarde, a coordenadora do Programa, Eliana Bataglia Gutierrez recebeu da associação organizadora do evento, a APOGLBT, o prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade.

Na tenda do estado, que reuniu as secretarias da Saúde, da Justiça e da Cultura, o sucesso foi uma ação em que as pessoas posavam segurando cartazes da campanha São Paulo Contra a Homofobia. Postada no Instagram, a imagem imediatamente aparecia num telão.

“Há menos gente circulando aqui em comparação com o movimento no Anhangabaú, mas o público está mais interessado em informações, por exemplo, em como denunciar a homofobia”, disse a advogada Heloisa Gama Alves, da Coordenação Estadual de Políticas da Diversidade.

Foram distribuídos mais de três mil bottons e quatro mil folders no espaço ocupado pelo estado.

Fernando Quaresma, presidente da APOGLBT, ficou feliz com a movimentação da feira. “Ela, mais uma vez, cumpriu o seu papel de divulgar os trabalhos voltados para as populações LGBT. Os comerciantes puderam mostrar seus trabalhos, as Ongs puderam interagir entre elas e com o público e tudo isso num clima de paz e harmonia.”

O presidente da APOGLBT espera o mesmo clima na Parada, no domingo. Para isso, dá às pessoas a dica de não exagerarem na bebida alcoólica. “Quero que o público se empodere do sentido autêntico da Parada, que é usar a festa para fazer o seu manifesto.”

Quaresma aproveitou para convidar o público a participar da ação do Trio Solidário, da Agência de Notícias da Aids, que vai sair na Parada recolhendo mantimentos para serem doados a Ongs que cuidam de pessoas vivendo com HIV/aids. “Se cada um levar um pouquinho vai somar uma grande quantidade, que vai resolver o problema de muita gente”, disse. uem quiser participar do Trio é só levar um quilo de alimento não perecível e entregar à equipe que estará no décimo carro da Parada.

Fátima Cardeal (fatima@agenciaaids.com.br)

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