07/05/2014 – 18h50
Representantes da sociedade civil e do governo, que compõem a Comissão de Articulação com Movimentos Sociais em HIV/Aids e Hepatites Virais (Cams), fizeram ontem a primeira reunião do ano, em Brasília. O tema Avanços no Campo das Hepatites Virais, apresentado por Elisa A. B. Capattam, foi um dos destaques. “Há uma estimativa de que 3 milhões de pessoas têm hepatite C no Brasil e não sabem”, disse a coordenadora geral de Hepatites Virais do Ministério da Saúde. “Todos que estiveram em alguma situação de vulnerabilidade antes de 1993 (transfusão, endoscopia, hemodiálise), quando os bancos de sangue ainda não eram controlados, precisam fazer o teste.”
Tratamentos, prevenção, atenção aos pacientes e como viabilizar medicamentos para os portadores da hepatite C foram outras questões abordadas no campo das hepatites. A atualização do regimento da CAMS, para incluir as novas representações, a necessidade de se ter um representante jovem na comissão, a urgência de aprovação da lei que permita o registro do nome social de travestis e transexuais em documentos foram outras discussões que ocuparam a tarde.
Márcio Villard, representante do Fórum de Ongs/Aids da região sudeste, sugeriu que, de agora em diante, invertam-se os papeis e o movimento social passe a definir as pautas da Cams. Coordenação de Prevenção e Articulação Social – Damiana Neto, da Coordenação de Prevenção e Articulação Social, disse que isso já vem acontecendo desde a criação da Cams, em 2003. “O Departamento sempre esteve aberto para as discussões e continuará assim, mas, claro, ele também quer trazer suas propostas.”
Fábio Mesquita, diretor do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais, participou da abertura e do encerramento. “Foi uma reunião produtiva, conseguimos avançar em muitos pontos”, disse ele.
A próxima reunião, a 41ª da comissão, ainda não tem data, mas, provavelmente, será só em agosto. Segundo Damiana, com o evento da Copa, fica quase im possível agendar algo antes disso.
Agência de Notícias da Aids



