Movimento Nacional de Cidadãs Posithivas lança campanha “Nunca Mais”, contra o estigma, o preconceito e a discriminação e o abandono

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O Movimento Nacional de Cidadãs Posithivas (MNCP), formado por mulheres que vivem com HIV/aids, lançou nesta sexta-feira (1), Dia Mundial de Luta Contra Aids, nas redes sociais, a campanha “Nunca Mais”, com a missão de promover ações para o fortalecimento de políticas públicas e luta contra o estigma, o preconceito e a discriminação e o abandono.

“A resposta à aids é um problema político muito maior do que uma questão biológica. A epidemia trouxe à tona e continua a trazer o que há de pior numa sociedade: a negação do outro, do estigma e de todas as formas possíveis de discriminação”, diz um trecho do manifesto do MNCP.

As mulheres chamaram atenção para a feminização da epidemia. “Somente em 2022, 43.403 pessoas foram infectadas pelo vírus e dessas, 26,3% são mulheres. A ocorrência de novas infecções em mulheres em idade reprodutiva alcançou 73% dos casos no mesmo período. A proporção de casos de aids em mulheres ainda é significativa. Por isso estamos lançando uma campanha de mobilização nacional.”

A campanha “Nunca Mais”, nasceu também para promover ações de fortalecimento integral das pessoas vivendo com HIV, como foco no acesso à informação e na garantia dos Direitos Humanos em todo território brasileiro.

“Vocalizar sua luta contra o estigma, o preconceito, a discriminação, o abandono, tem como motivação a locução adverbial Nunca Mais, locução que faz parte da memória recente do país na luta contra a tortura e a repressão, pela anistia e democratização do país. A luta política das pessoas que vivem com HIV demonstrou claramente que a ideologia negacionista não tem força suficiente para vencer a vontade de viver. Quem vive com HIV sabe que viver é resistir. Resistir a todas as formas de opressão e de desigualdade. O MNCP é fruto dessa vontade de viver e de resistir. Estamos hoje lançando essa campanha, a nossa locução adverbial, e nossa voz diz preconceito, estigma, invisíveis, violência contra as mulheres, “Nunca Mais”. Juntas somos mais fortes rumo à cura da aids.”

Parafraseando Hebert Daniel, as Cidadãs Posithivas destacaram que “…Num país como o nosso, lutar contra a aids é ajudar a construir a cidadania de uma maioria de explorados e oprimidos. Como toda epidemia, a aids se desenvolve nas fraturas e desequilíbrios da sociedade. Não se pode enfrentá-la tentando obscurecer as contradições que expõe. Pelo contrário, é revelando-os que que melhor se entende (e se pode neutralizar) o avanço do vírus e do vírus ideológico do pânico e dos preconceitos. Portanto, há uma disputa envolvida nessa epidemia que não se reduz ao confronto biológico. Há uma construção a ser feita que envolve a democracia e o prazer da diversidade”.

Confira o primeiro vídeo da Campanha

 

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Redação da Agência de Notícias da Aids

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