Mostra `M – de Marylin a Madonna` se encerra neste sábado, 6 de setembro

Ouça esta postagemCarregando...
1.0x

06/09/2014 – 12h10

Este sábado, 6 de setembro, é o último dia para visitar a mostra "M – De Marilyn à Madonna", que está na Roberta Britto Galeria de Arte, em São Paulo. Com mais de 30 obras, a exposição une os detalhes que aproximam a carreira das duas artistas, trazendo a releitura de fotos clássicas e novas criações artísticas. As obras destacam características das artistas como sensualidade, exuberância, polêmica e personalidade transgressora, com novos elementos artísticos.

O último dia da mostra será especial: Roberta Britto mediará um bate papo com Adriana Bertini, Dhéia Ferrari, Raphael Mattera e outros artistas da exposição, ao som dançante do DJ Shoio. A conversa acontece das 14h às 18h.

A Roberta Britto Galeria de Arte conseguiu enorme sucesso de visitação a mostra que reuniu mais de 30 obras de 12 artistas plásticos, nacionais e internacionais, inclusive da própria Roberta Britto, que retrataram sua leitura de Marilyn e Madonna utilizando diversas técnicas, desde fotografias à colagens. A mostra foi apreciada por centenas de pessoas na ultima semana que puderam adquirir as obras com preços que variam de R$350,00 à R$70 mil reais.

Roberta, que também é a proprietária da galeria, conta que há mais de 07 anos abre espaço para novos artistas e destaca a importância de democratizar o acesso a arte. Vale ressaltar que, parte da renda das vendas das obras da exposição será revertida à ONG Banco de Alimentos que já participa de algumas ações com a galeria.

A releitura de doze artistas, dentre eles Romero Britto e Roberta Britto, foi apreciada por centenas de pessoas na ultima semana e, uma das obras causou enorme reflexão. O quadro de Adriana Bertini, confeccionado com mais de 90 mil preservativos, trouxe vários questionamentos e, um deles, foi por que usar preservativos nesta criação que ressalta uma diva, um ícone do universo feminino Marilyn Monroe. Questionada, a artista plástica e ativista mundialmente reconhecida na luta contra a aids, responde:

“Marilyn é um ícone sexual presente no imaginário feminino e masculino. Agreguei a imagem dela a campanha de sexo seguro, uma vez que as mulheres são mais infectadas pelo vírus HIV.”

Os preservativos fazem parte da falha de produção industrial, reaproveito a matéria prima para fazer uma reflexão multidisciplinar com apelo social, ambiental, politico, e estético inserindo o preservativo com naturalidade no meio urbano provocando o dialogo sobre HIV/Aids.

A artista, que possui mais de 90 obras expostas em museus de vários países, levou uma serie de vestidos confeccionados com camisinhas, à Austrália na Conferencia Internacional de Aids que foi apreciado por Bob Geldof, Bill Clinton, Michel Sidibé, rendendo inúmeras matérias na mídia internacional com a presença de mais de 14 mil pessoas.

Adriana, não atua apenas como ativista na luta contra a aids, é membro da Anistia Internacional, artista representante da campanha END FGM (Fim da Mutilação Genital Feminina) que afeta mais 3 milhões de meninas e mulheres por ano no mundo.

Endereço: Rua Oscar Freire, 562, Jardins, São Paulo

Redação da Agência de Notícias da aids

Apoios