16/07/2014 – 10h35
Novo relatório das Organizações das Nações Unidas (ONU) aponta que o número de mortes e infecções relacionadas ao vírus da aids registrou queda de mais de um terço na última década, segundo notícia dessa quarta-feira (16), no portal Terra. Mas o avanço ainda está longe do esperado para o cumprimento das metas estabelecidas pela organização e as infecções aumentaram no Brasil. Em 2012, foram 1,7 milhão de mortes no mundo, em 2013, 1,5 milhão. "Das 35 milhões de pessoas que vivem com o HIV no mundo, 19 milhões não sabem que têm o vírus", disse o diretor executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), Michel Sidibé. Leia a matéria do Terra na íntegra:
As mortes relacionadas com o vírus da aids registraram queda de mais de um terço na última década, uma diminuição similar a do número de infecções, segundo um relatório das Nações Unidas.
Em 2013, 1,5 milhão de pessoas morreram vítimas da aids no mundo, uma queda de 11,8% em comparação com 1,7 milhão de mortes em 2012, segundo os números da ONU. Além disso, o número representa uma queda de 35% na comparação com as 2,4 milhões de mortes registradas em 2004 e 2005.
"Terminar com a epidemia da aids é possível", afirmou Michel Sidibé, diretor do Unaids. "Restam cinco anos para estabelecer os objetivos, que foram cumpridos até agora. Os próximos cinco anos serão decisivos para os próximos 15", completou.
A queda no número de mortes foi acompanhada por uma redução das novas infecções, que passaram de 2,2 milhões em 2012 a 2,1 milhão em 2013.
Desde 2001 o número de novas infecções (3,4 milhões naquele ano) registrou queda de 38%.
O relatório destaca que 35 milhões de pessoas viviam com o HIV em 2013, um número um pouco superior aos 34,6 milhões de 2012. "Dos 35 milhões de pessoas que vivem com o HIV no mundo, 19 milhões não sabem que são soropositivos", disse o diretor da Unaids.
A África continua sendo o continente mais afetado pela doença, com 1,1 milhão de mortos em 2013, 1,5 milhão de novas infecções e 24,7 milhões de africanos que vivem com o HIV. África do Sul e Nigéria encabeçam a lista de países mais atingidos e o Unaids destaca que na África subsaariana ainda é muito difícil o acesso às camisinhas: cada indivíduo sexualmente ativo tem acesso a apenas oito preservativos por ano em média.
A América Latina tinha 1,6 milhão de soropositivos em 2013 (60% deles homens) e o número de novos infectados permaneceu estagnado, com um recuo de apenas 3% entre 2005 e 2013. No Brasil, o país da região com o maior número de infectados, o índice de novos infectados subiu 11%.
Na Ásia, os países que mais preocupam são Índia e Indonésia, onde as infecções aumentaram 48% desde 2005.
O relatório do Unaids destaca os avanços no acesso aos tratamentos antirretrovirais, com 12,9 milhões de pessoas atendidas em 2013, contra apenas 5,2 milhões em 2009. Mas o importante avanço é inferior à meta da ONU, que espera 15 milhões atendidas em 2015.
A OMS pediu recentemente mais esforços para tratar em particular os homens que fazem sexo com homens (HSH), as pessoas transgênero, detentos, profissionais do sexo e usuários de drogas.
"Para garantir que ninguém ficará para trás nós temos que diminuir a brecha entre as pessoas que podem ser atendidas e as que não, entre as que estão protegidas e as que são castigadas", disse Sidibé (foto).
O dinheiro destinado ao combate à aids subiu de US$ 3,8 bilhões em 2002 a US$ 19,1 bilhões em 2013, mas está longe do objetivo da ONU de arrecadar entre US$ 22 e US$ 24 bilhões em 2015.



