Morre em São Paulo sr. Antônio, patriarca da família Tardelli

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04/01/2013 – 1h30 – Atualizado às 12h

__ O presidente da Fecomercio, Ambram Szajman, Sr. Antônio e Roseli Tardelli durante a sessão solene na Câmara Municipal de São Paulo em homenagem aos 10 anos da Agência Aids

Morreu às 13 horas da última sexta-feira (3 de janeiro), aos 93 anos, o sr. Antônio Tardelli, pai de Roseli Tardelli, editora executiva da Agência de Notícias da Aids. Ele estava ao lado da filha e das médicas que lhes prestaram os últimos atendimentos, em sua casa, no bairro da Casa Verde, na zona norte de São Paulo. Sr. Antônio teve uma pneumonia forte poucos dias antes do Natal e morreu em consequência do agravamento do quadro. O velório aconteceu no Cemitério Chora Menino (Rua dos Portugueses,141). Às 8h30 deste sábado (4) o corpo foi levado para o Cemitério Parque da Cantareira (Estrada do Corisco, 5005), onde foi enterrado.

Antônio Tardelli teve uma participação importante na luta contra a aids. Abraçou a causa de mãos dadas com a filha Roseli nos anos 90, quando o filho Sérgio Tardelli foi diagnosticado HIV positivo. Sérgio foi internado e a família teve de brigar na Justiça para que o convênio médico lhe prestasse atendimento. A partir daí, os Tardelli empreenderam uma batalha incansável para que todos os soropositivos tivessem o mesmo direito e também contra o preconceito e a discriminação. Sr. Antônio participava de tudo, com o seu apoio e o seu entusiasmo, mesmo nos últimos anos, quando a saúde já estava debilitada.

O último evento de que o pai de Roseli participou foi o do lançamento do livro “O Valor da Vida – 10 Anos da Agência Aids”, no dia 1º de dezembro de 2013, na livraria Cultura do Conjunto Nacional. Ele chegou na cadeira de rodas e entrou no lugar, onde ficou por cerca de uma hora, ao lado da filha e da equipe da Agência Aids.

Antônio Tardelli nasceu em Tapiratiba (interior de São Paulo) e se mudou para São Paulo para trabalhar em obras. Casou-se com dona Idalina, mineira de Barbacena, com quem teve os filhos Roseli e Sérgio. Sérgio, o caçula, dois anos mais novo que Roseli, morreu em 1994 e, em 2003, morreu dona Idalina. Roseli, que morava sozinha, voltou, então, para a casa na Casa Verde, onde foi criada, e não saiu mais do lado do pai.

Amante da música, ainda garoto, com o irmão José, sr. Antônio começou a tocar em bailes, animar festas e fazer serestas nas cidades do interior paulista. Graças a isso, em São Paulo, logo trocou o trabalho em obras por um emprego em serviços gerais na Casa Bevilacqua, loja tradicional de instrumentos musicais. Como sabia afinar instrumentos, logo passou a vendedor.

A música o acompanhou por toda a vida, inspirando, confortando e encorajando. Ele fazia parte de um grupo de chorinho. Nas festas de família, dominava o pandeiro e adorava entoar marchinhas. Quem teve a alegria e o prazer de compartilhar desses momentos vai lembrar dele para sempre cantando e tocando: “Taí, eu fiz tudo pra você gostar de mim”.

Redação da Agência de Notícias da Aids

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