Mônica Bergamo: Parada LGBT+ ‘envelhece’ e atrai público de mais de 30 anos, mostra pesquisa

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Mais da metade do público da Parada do Orgulho LGBT+ é de pessoas que já passaram dos 30 anos, ou o equivalente a 53% dos participantes. A informação é do Observatório de Turismo e Eventos da SPTuris, que coletou os dados em 2024.

Neste ano, o tema da 29ª edição do evento será justamente “Envelhecer LGBT+ Memória, Resistência e Futuro”, que trata da passagem do tempo para a geração que começou a luta por direitos nos anos 1970.

O objetivo é trazer à tona assuntos como solidão e rede de apoio na fase mais avançada da vida.

“A tendência é que esse perfil acompanhe o da população em geral, que está envelhecendo. As faixas de 35 a 44 anos são hoje as mais largas na pirâmide etária”, diz Gustavo Pires, presidente da SPTuris.

O estudo mostra ainda que quase 30% do público da Parada no ano passado veio de fora da capital. A maioria fez bate e volta (68%), mas houve quem aproveitasse a viagem com mais calma: 15% ficaram em hotel ou flat, 10% se hospedaram na casa de amigos ou parentes, 6% optaram por aluguel por aplicativo e 0,5% se hospedaram em hostels.

O tempo médio de estadia foi de 3,5 dias, com gasto médio de R$ 1.112 por visitante (somando hospedagem, compras, refeições, transporte e lazer).

“O público costuma ficar hospedado na região do centro e da avenida Paulista, onde acontece o evento”, diz Pires. “A estimativa de ocupação dos meios de hospedagem da região da Paulista para a Parada pode chegar a 85%, sendo que somente os hostels podem chegar a mais de 95%”, segue ele, citando dados da sondagem do Observatório.

Além da festa na rua, muitos aproveitaram para explorar a cidade. Segundo a pesquisa, 70% dos turistas também se interessaram pela gastronomia local, 50% curtiram a vida noturna, 48% foram às compras, 33% visitaram parques e áreas verdes e 30% fizeram outros passeios turísticos.

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