
A escritora Helena T. recebeu convidados para o lançamento de seu novo romance, “Ilhéus”, realizado no Espaço Sociocultural do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), em São Paulo, na noite de terça-feira (12).

O presidente do CIEE, Humberto Casagrande, e o empresário Antoninho Marmo Trevisan prestigiaram o evento.

A jornalista e criadora da Agência de Notícias da Aids, Roseli Tardelli, o maestro Henrique Villas Boas e a cantora Mariane Claro estiveram lá.

O diretor-geral do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), Pedro Melo, e a atriz e escritora Mikha também compareceram.
Ilhéus

Ilheus, de Helena T., traz no enredo principal um romance a partir do HIV. Em entrevista à coluna Senta Aqui, a escritora contou que “a ideia veio através de um convite que eu recebi da jornalista Roseli Tardelli para o lançamento do livro da Agência Aids. Foi uma experiência muito intensa e impressionante para mim, durante o lançamento ouvi declarações de pessoas que viveram a questão do HIV/aids. Foram depoimentos de grandes verdades, profundos e comoventes, por isso, decidi levar adiante. Depois aconteceu um jantar e na mesa as pessoas continuaram narrando suas histórias, então tive a certeza de que precisava levar adiante, me senti em uma missão muito comovente e deixei a ficção vir”.
“Toda história que se cria, pode partir de momento real, mas dali para frente tudo é possível, esse é o outro lado encantador da literatura, para quem escreve essa é uma sensação de liberdade.”
“No meu livro, quero alcançar essa nova geração, falando sobre o amor e não sobre a doença, tanto que em nenhum momento na narrativa existe a palavra HIV ou aids, tudo é sugestivo de que existe, de que o vírus pode matar, de que ele impede o amor, mas que também ele é capaz de ser uma salvação, foi o que eu ouvi no lançamento do livro da Agência.”
Sobre não usar as palavras HIV e aids no livro: “Eu não queria dar protagonismo para o vírus, a grande questão para mim do enredo é o amor e não vírus, eu não queria chamar atenção para isso. Tanto o vírus quanto o amor são crônicos na nossa vida, essa é a mensagem que eu quero passar, todos nós amamos, e precisamos lidar com o amor e com o vírus. Tem um personagem do livro que fala que o amor é feito de sustos, e é verdade, o amor é feito de inconstâncias”, completou a escritora.
“O amor pode nascer do HIV, essa é a grande questão, o vírus pode matar, ele pode matar o amor, pode matar os encontros amorosos, mas pode também nascer do amor. É uma contrapartida, aqui estamos falando de erotismo e de morte, são dois extremos em uma mesma vivência, se não fosse o erotismo, esse renascer das pequenas mortes, simbólicas ou não, que existem na nossa vida, nós seríamos robôs e não seres humanos”, concluiu.
Redação da Agência Aids com informações da coluna Mônica Bergamo



