Ministro Chioro ouve críticas e elogios de ativistas da luta contra a aids e promete manter portas abertas

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28/11/2014 -17h

A possibilidade de manter aberto um canal efetivo de diálogo com o governo foi considerada o ponto mais positivo da reunião em que o ministro da Saúde, Arthur Chioro, recebeu um grupo de ativistas da luta contra a aids, no gabinete dele, em Brasília, na quinta-feira (27). Também estavam presentes Fábio Mesquita, diretor do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais e Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde. 

A reunião foi, nas palavras de Márcia Leão,  da Articulação Nacional de Luta Contra Aids (Anaids-RS), um desdobramento da primeira dos militantes com o ministro, que aconteceu em maio. “E, agora, ficou decidido que marcaremos uma terceira, com mais tempo, talvez um dia inteiro ou dois para aprofundarmos as questões ali levantadas”, contou Márcia Leão.

Além da Anaids, estiveram representados grupos como o Pela Vidda Niterói, a Associação Brasileira de Redução de Danos (Aborda), o Movimento Brasileiro de Prostitutas, o Movimento LGBT – ArtGay, o Conselho Nacional de Saúde.

A Anaids entregou ao ministro o documento da manifestação que o Fórum de ONGs/Aids do Estado de São Paulo (Foaesp) fez na Avenida Paulista, no dia 19 de novembro, chamando atenção para as mortes em consequência da aids. E outro do 2º Encontro de Pessoas Vivendo com HIV/Aids da Região Sul, que pede  mudanças na condução da política de aids no âmbito federal.

“ É preciso deixar claro que nossa questão não é pessoal e sim relativa aos rumos das políticas de combate à aids”, disse Márcia.

“Algumas pessoas, especialmente as ligadas a Anaids, colocaram para o ministro a necessidade de mudanças. Outras,  principalmente  das entidades que representam as populações-chaves sob risco acrescido de contrair o HIV, tiveram uma postura de dar suporte à política nacional de aids e às questões que precisam avançar nessa direção”, contou Fábio Mesquita.

Para a representante da Anaids, dentro desse contexto,  foi positivo o fato de o ministro ter ouvido críticas e elogios. Fábio Barbosa é da mesma opinião. “Foi bom  o ministro ouvir todas essas perspectivas. Ele acompanhou isso com bastante tranquilidade. Ouviu  todos os participantes, todas as entidades e as suas posições. A divergência é parte da democracia.”

Alguns ativistas, ligados a entidades que trabalham com o projeto de testagem por fluido oral Viva Melhor Sabendo, puderam contar suas experiências.

“Foi uma conversa  bem diversificada, eles ficaram de verificar as demandas que encaminhamos e discutir posteriormente, fazendo um balanço do que já foi realizado no último ano”, contou Rodrigo Pinheiro, presidente do Foaesp.

O melhor, todos concordam, foi a continuidade do diálogo e o compromisso de terem outros, especialmente levando em conta que, nos últimos anos, uma das grandes queixas dos ativistas era a dificuldade de dialogar com o governo federal. 

“A primeira vez que o ministro recebeu pessoalmente os ativistas foi em maio de 2014 e ele fez isso a pedido da deputada Érika Kokay (PT)”, lembrou Fábio Mesquita. “Estavam com ela nesse encontro os deputados Paulo Teixeira, de São Paulo, e Jean Wyllys, do Rio de Janeiro, além de representações da sociedade civil”, continuou. “Algumas dessas estavam, também, nessa segunda rodada, que foi bem mais ampla do que a primeira.”

Dica de entrevista:

Minsitério da Saúde

Tel. (61) 3315-7665

Anaids

Tel. (11) 3334-0704

Redação da Agência de Notícias da Aids

 

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