Ministério da Saúde cria seis comitês técnicos para reforçar combate a infecções e doenças determinadas socialmente no Brasil

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O Ministério da Saúde anunciou a criação de seis novos Comitês Técnicos Assessores (CTAs) com o objetivo de fortalecer a formulação de políticas públicas voltadas à eliminação de infecções e doenças como HIV/aids, tuberculose, hepatites virais e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Os grupos serão responsáveis por assessorar o Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e ISTs (Dathi/SVSA/MS) na construção de estratégias mais eficazes e baseadas em evidências científicas.

De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a medida é um avanço no compromisso da atual gestão com a agilidade no atendimento e no cuidado à população. “Os CTAs também auxiliam o Ministério da Saúde na atualização das diretrizes clínicas para melhoria do atendimento à população e diminuição do tempo entre diagnóstico e início de tratamento”, destacou.

Os novos comitês foram instituídos para atuar em diferentes frentes:

  • Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs);
  • Vírus linfotrópico de células T humanas (HTLV);
  • Prevenção da transmissão vertical de HIV, sífilis, hepatites virais, HTLV e outras ISTs;
  • Diagnóstico e monitoramento de infecções;
  • Coinfecção tuberculose e HIV;
  • Terapia antirretroviral em adultos vivendo com HIV/aids.

Participação diversa e especializada

Os comitês contam com representantes de conselhos de saúde, secretarias, movimentos da sociedade civil, associações e especialistas com reconhecida experiência nos temas. Essa composição busca garantir a diversidade de saberes e vivências, contribuindo para a formulação de políticas públicas mais abrangentes e alinhadas às reais necessidades da população brasileira.

Para a coordenadora-geral de Vigilância das ISTs do Dathi, Pâmela Gaspar, o fortalecimento dos CTAs é fundamental para alcançar as metas estabelecidas pelo Programa Brasil Saudável. “A existência dos CTAs é essencial para atualizar políticas públicas baseadas em evidências, respeitando as especificidades do país e as prioridades da população, especialmente no que se refere ao acesso à prevenção, à testagem e à qualificação do cuidado”, afirmou.

O diretor do Dathi/MS, Draurio Barreira, também ressaltou a importância da abordagem intersetorial. “Precisamos de inovações tecnológicas e, ao mesmo tempo, garantir que o cuidado seja centrado nas pessoas afetadas por essas infecções. Ampliar a diversidade de perspectivas é essencial para políticas públicas mais justas e eficazes”, defendeu.

Avanços acumulados

Desde o início da atual gestão, o Ministério da Saúde tem instituído diferentes comitês técnicos em áreas prioritárias, como micoses endêmicas e oportunistas, tuberculose, hepatites virais, vigilância de infecções e prevenção da transmissão de doenças. A criação dos novos CTAs reforça essa estratégia, ampliando o diálogo com especialistas e a sociedade civil na construção de um SUS mais equitativo e resolutivo.

Redação da Agência de Notícias da Aids

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