MINISTÉRIO DA SAÚDE CAPACITA PROFISSIONAIS PARA A REABILITAÇÃO DE PACIENTES COM HANSENÍASE; COMO ‘O ESTADO DE S. PAULO’ DESTACOU, UM DOS EFEITOS COLATERAIS DA MEDICAÇÃO ANTI-RETROVIRAL PODE SER O REAPARECIMENTO DE UMA INFECÇÃO DORMENTE DE HANSENÍASE

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02/03/2007 – 12h40

Reduzir os danos físicos causados pela hanseníase em pacientes que tiveram a doença. Esse é um dos objetivos da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), do Ministério da Saúde, ao promover, no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), em Brasília, a quinta edição do Curso Nacional de Reabilitação Física em Hanseníase.

Além da recuperação física dos pacientes, ao final da capacitação os profissionais estarão aptos, também, a fazer a prevenção de seqüelas provocadas pela doença. Participam do curso 30 técnicos dos estados de Alagoas, Roraima, Rio Grande do Norte e Santa Catarina.

Como o jornal O Estado de S. Paulo destacou, em matéria de 29 de outubro do ano passado, a medicação anti-retroviral, entre outros efeitos colaterais, pode provocar o ressurgimento de um infecção dormente de hanseníase (leia).

A capacitação ministrada pelo Ministério da Saúde é dividida em duas etapas. A primeira, iniciada em 26 de fevereiro, e que se estende até amanhã (03/02), inclui aulas teóricas e práticas de cirurgias de mãos, pés e olhos, além do tratamento de feridas e terapia física.

Na segunda etapa, os profissionais aprofundam seus conhecimentos sobre terapia física: destinada aos pacientes que já foram submetidos a uma cirurgia (fase conhecida como pós-operatória). Essa etapa está prevista para o período de 26 a 30 de março deste ano, também em Brasília.

Para a realização do curso, o Programa Nacional de Eliminação de Hanseníase (PNEH), da SVS, conta com a parceria da Federação Internacional de Associações de Combate à Hanseníase (ILEP) e o apoio da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

Este é o quinto ano de realização do Curso Nacional de Reabilitação Física. Nas outras edições, entre os anos de 2002 a 2005, 123 profissionais de saúde foram capacitados. O curso é destinado a médicos das áreas clínicas, cirúrgicas e de oftalmologia, além de enfermeiros, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas.

As incapacidades funcionais neuromotoras, provocadas pela hanseníase, são as que mais determinam a exclusão social dos pacientes com a doença. A principal finalidade desta atividade é garantir a capacitação de profissionais de saúde para a prestar atenção integral ao paciente, com cuidados físicos, psíquicos e sociais.

Fonte: Ministério da Saúde

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