Em uma instituição que se consolidou como uma das mais importantes experiências de promoção de cultura, saúde e cidadania no Brasil, a gestão não é apenas um espaço administrativo — é parte central da construção do cuidado.
No Sesc São Paulo, essa engrenagem tem sido conduzida, cada vez mais, por mulheres. Entre elas, Rosana Paulo da Cunha e Marta Colabone, que ocupam posições estratégicas na estrutura da instituição e ajudam a sustentar um modelo que articula cultura, educação e saúde em larga escala.
A presença dessas lideranças marca também um momento institucional: pela primeira vez, três das superintendências do Sesc São Paulo passaram a ser ocupadas por mulheres — um movimento que reflete transformações mais amplas na gestão e no olhar sobre políticas de cuidado.
Rosana Paulo da Cunha: o social como eixo estruturante

Como superintendente técnico-social, Rosana Paulo da Cunha ocupa uma das posições mais centrais na estrutura do Sesc.
Sua área é responsável por pensar, articular e implementar as ações que chegam diretamente ao público — atravessando campos como saúde, educação, cultura e desenvolvimento social.
Sua trajetória dentro da instituição está ligada à consolidação de um modelo que entende o cuidado de forma ampliada, considerando não apenas o acesso a serviços, mas também as condições sociais, culturais e econômicas que impactam a vida das pessoas.
Nesse sentido, sua atuação dialoga com um dos pilares históricos do Sesc: promover qualidade de vida a partir de uma abordagem integrada, que reconhece o indivíduo em sua complexidade.
Marta Colabone: memória, planejamento e visão de futuro

Com uma das trajetórias mais longas entre as três, Marta Colabone está no Sesc desde o início dos anos 1990 — um percurso que acompanha a própria transformação da instituição ao longo das últimas décadas.
Historiadora de formação, começou como animadora cultural e passou por diferentes áreas, incluindo comunicação, cinema e teatro. Ao longo dos anos, esteve diretamente envolvida na criação de iniciativas estruturantes, como o Centro de Memória e o Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo.
Hoje, à frente da assessoria técnica e de planejamento, atua na organização estratégica da instituição — conectando passado, presente e futuro.
Seu trabalho evidencia um aspecto fundamental: planejar também é cuidar. É garantir que as ações tenham continuidade, coerência e capacidade de responder às transformações da sociedade.
Liderança feminina e construção coletiva
As trajetórias de Rosana Paulo da Cunha e Marta Colabone revelam que o impacto do Sesc São Paulo não se sustenta apenas na programação ou nas unidades físicas, mas em uma estrutura de gestão capaz de articular diferentes áreas e responder a demandas complexas.
São mulheres que atuam na comunicação, no social e no planejamento — três dimensões que, juntas, sustentam a atuação da instituição.
Em comum, carregam trajetórias construídas ao longo do tempo, dentro da própria organização, o que reforça uma característica importante do Sesc: a formação de quadros que conhecem profundamente o território em que atuam.
No Mês da Mulher, olhar para essas trajetórias é reconhecer que a resposta às desigualdades — seja na saúde, na cultura ou na educação — também depende de quem pensa, organiza e viabiliza as políticas.
Mais do que ocupar cargos de liderança, Rosana e Marta ajudam a estruturar um modelo de atuação que transforma gestão em impacto concreto. Um trabalho que, muitas vezes longe dos holofotes, segue sendo essencial para garantir que o cuidado aconteça — de forma contínua, pública e acessível.
Redação da Agência de Notícias da Aids




