MÉDICO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA E AGENTES DO PROGRAMA MUNICIPAL DE DST/AIDS DE SP REALIZAM TRABALHO DE PREVENÇÃO NO VÃO LIVRE DO MASP

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16/03/2007 – 15h10

Palestra do médico Dilhermando Augusto, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), realizada no vão livre do MASP

“É uma mancha que não tem sensibilidade”, explica o Dr. Dilhermando Augusto Calil, professor da Universidade de Santo Amaro (Unisa) e médico da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a respeito do sintoma mais comum da hanseníase.

Em seguida, ele mostrou uma série de imagens de pacientes afetados pela moléstia em um telão montado sob uma tenda no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP), localizado na Av. Paulista.

Apesar da palestra ser ministrada no local com o metro quadrado mais caro do país, a maior parte dos espectadores eram de moradores de rua, alguns mais e outros menos atentos às explicações do médico da SBD.

“Mesmo vocês que são moradores de rua, vocês são inteligentes, se vocês verem algum colega com manchas, mandem ele procurar um serviço de saúde”, pediu Dilhermando Agusto Calil.

Após uma curta palestra, os integrantes do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids (CRT), órgão ligado ao governo do estado de São Paulo, transmitiram um vídeo no qual o foco central é a descoberta da sexualidade por um jovem.

“A orientação sexual de uma pessoa não tem nada a ver com o seu comportamento social”, explica a apresentadora do vídeo de 23 minutos.

Intitulada “Pra Que Time Ele Joga”, a fita, de acordo com Robson Zamboni, técnico em DST/Aids do CRT, é usada em escolas “para se trabalhar a questão do preconceito e da sexualidade”.

O vídeo é uma parceria do Ministério da Saúde, do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo e do Fórum de ONG/Aids de São Paulo.

Além da apresentação do vídeo e da rápida palestra do Dr. Dilhermando Augusto Calil, médico da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), agentes de prevenção do Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo distribuíram cerca de 21 mil e seiscentos preservativos e material informativo aos pedestres que passavam diante do MASP.

“Inusitado”. Foi com essa palavra que a agente de prevenção, Célia Brinstein, do Centro de Testagem Aconselhamento (CTA) Henfil, definiu o fato de duas senhoras terem procurado os agentes de prevenção presentes à iniciativa.

“As mulheres não mudaram muito significativamente o seu comportamento [em relação a prevenção da Aids e outras doenças sexualmente transmíssiveis]. Ainda noto muito resistência das mulheres”, lamenta. De origem polonesa, Brinstein é uma das dez agentes de prevenção que participaram da ação promovida diante do museu mais importante da capital paulista.

A iniciativa desta sexta-feira (16/03), é uma das “atividades paralelas” ao II Simpósio Nacional de Doenças Infecciosas e Parasitárias e ao III Simpósio Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis. Os eventos terão início às 18h00 desta sexta-feira (16/03), no Hospital Sírio Libanês, na região central da cidade.

Léo Nogueira

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