Mapa da longevidade: startup ajuda a chegar melhor na maturidade, destaca Veja Saúde

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A transição para a aposentadoria pode ser desafiadora — e muita gente ainda tem a noção equivocada de que a nova fase não combina com um estilo de vida ativo.

É justamente nesse contexto que vale a pena ter um bom roteiro em mãos. Daí a proposta da startup Bem Te Quero+ ao lançar o Mapa da Longevidade. “Envelhecer bem não é resultado do acaso, mas de um planejamento cuidadoso que envolve múltiplas dimensões”, frisa a médica Alessandra Tieppo, da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).O programa digital estimula a busca por uma maturidade mais rica, prazerosa e independente. Para isso, oferece uma avaliação individualizada a fim de elucidar perspectivas e dar direcionamentos. 

Modo de usar: tudo começa pelo entendimento do seu perfil

Questionário

No primeiro passo, é preciso responder a um conjunto de quase 50 perguntas.

Parece muito, mas a duração é breve. A ideia é conhecer você melhor

Avaliação

As questões estimam o equilíbrio dos quatro pilares da longevidade da Organização Mundial da Saúde (OMS): saúde e bem-estar, cultura e lazer, socialização e segurança.

Resultados

Ao fim, um painel visual em formato de gráfico mostra pontos fortes e áreas de atenção, ensejando reflexões e mudanças no estilo de vida.

Caminhos

Embora a saúde física seja um dos pilares centrais desse processo, ela está intimamente ligada ao bem-estar mental, aos vínculos afetivos, à autonomia financeira, ao propósito existencial e  à capacidade de adaptação às mudanças, acrescente a especialista.“Do ponto de vista físico, manter uma rotina de atividade física regular, alimentação equilibrada, sono de qualidade e controle adequado de doenças crônicas é essencial. Prevenir a perda de massa muscular e funcional, por exemplo, é tão importante quanto prevenir doenças como diabetes ou hipertensão”, reforça Tieppo. 

Nesse contexto, o acompanhamento médico de rotina e a adesão a práticas preventivas são ferramentas fundamentais. Mas o corpo não envelhece sozinho. A saúde mental, frequentemente negligenciada, é decisiva para o envelhecimento bem-sucedido.“Cuidar das emoções, desenvolver resiliência, estimular o cérebro e buscar ajuda profissional quando necessário  são atitudes que devem fazer parte de uma rotina consciente de autocuidado. O envelhecimento também traz mudanças nos papéis sociais e familiares, perdas e transformações na identidade — e estar e estar preparado para esses movimentos exige um olhar cuidadoso e compassivo para si mesmo”, pontua a médica.No contexto dos relacionamentos, a manutenção de laços afetivos e a participação social ativa têm se mostrado fatores protetores contra a solidão, depressão e declínio cognitivo.“Cultivar amizades, abrir-se a novos vínculos e manter-se inserido em grupos e comunidades fortalece o senso de pertencimento e propósito”, acrescenta.O planejamento financeiro também precisa ser parte do processo. Garantir uma velhice segura envolve escolhas conscientes desde a vida adulta, além da reflexão sobre o tipo de moradia desejado, adaptações no ambiente e tomada de decisões jurídicas antecipadas, como diretivas de vontade.

 Reportagem produzida por  Lucas Rocha  de Veja Saúde

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