Maioria das pessoas com HIV nos Estados Unidos não toma medicação

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27/11/2014 – 12h40

A notícia está no site da revista “Veja” dessa quinta-feira (27). Estudo do governo americano revelou  ontem (26) que 70%  dos 1,2 milhão de soropositivos nos Estados Unidos não tomam  medicamentos antirretrovirais, aumentando o risco de transmissão.

"Há um potencial inexplorado para conter a epidemia por meio de exames e tratamento, mas estamos perdendo oportunidades demais", disse Jonathan Mermin, diretor do setor encarregado de prevenção de HIV/aids, hepatite viral, DST e tuberculose do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. "O tratamento é uma das nossas estratégias mais importantes para conter novas infecções por HIV", ele ressaltou.

Os antirretrovirais são importantes porque reduzem significativamente a carga viral, ao ponto de tornar a infecção indetectável, afirma o CDC. O tratamento regular e eficaz pode diminuir o risco de transmissão do HIV em 96%

Segundo o levantamento, dos infectados que não controlam o vírus, 66% foram diagnosticados com o HIV mas não tinham cuidados regulares, enquanto 20% não sabiam que estavam infectados. Outros 10% recebiam tratamento, mas não monitoravam a infecção. Por fim, 4% recebiam cuidados, mas sem remédios antirretrovirais. 

Os novos dados, no entanto, demonstram que os cuidados aumentam com a idade: dos infectados entre 18 e 24 anos, apenas 13% mantinham o vírus sob controle. Já entre os de 65 anos ou mais, 37% tinham baixa carga viral. Para o CDC, a principal razão para uma carga viral maior entre as pessoas mais jovens é que quase a metade dos infectados nessa faixa etária não tinha sido diagnosticada com o HIV. De acordo com o centro de controle, há cerca de 50 mil novas infecções de HIV por ano nos Estados Unidos.

 

 

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