Locação de filme sobre adolescência e surgimento da aids é vetada pela PUC

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19/04/2014 – 9h45

Quando resolveu escrever o longa-metragem "Califórnia" sobre adolescentes nos anos 1980, a roteirista e diretora Marina Person pinçou nas próprias lembranças as questões que tumultuavam a juventude no período: as Diretas Já, o pós-Punk e o aparecimento da aids.

Não esperava, porém, que alguns dos tabus comportamentais daquele momento pós-Ditadura ainda rondassem no ar e ficou surpresa quando uma das locações previstas para as filmagens, a PUC-SP, negou a utilização de seu espaço no último momento por um veto da entidade religiosa mantenedora, a Fundação São Paulo.

Uma negociação por e-mail entre a produtora Mira Filmes e o departamento de marketing da universidade estabelecia a duração das filmagens (cinco dias), os espaços que seriam utilizados (uma sala de aula, um banheiro, o pátio e a quadra) e o valor a ser pago pela locação (R$ 12 mil).

A PUC-SP recebeu uma apresentação de 14 páginas contendo um descritivo do filme, elenco, e currículos dos principais envolvidos e conduzia o processo normalmente. O espaço em questão seria o colégio onde estuda Estela (Clara Gallo), a protagonista (foto à esquerda).

"A reitora concordou, mas ainda precisamos do aval do padre, secretário-executivo da mantenedora", dizia o e-mail final do acerto de detalhes. A negativa viria poucos dias depois em e-mail assinado pelo pró-reitor de Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Antonio C. Gobe.

A reportagem completa você confere no site da Folha de São Paulo

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