Livro sobre religiões afro-brasileiras e políticas de saúde tem segundo lançamento em São Paulo

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06/11/2014 – 16h 

Um segundo lançamento do livro “Religiões Afro-brasileiras, Políticas de Saúde e a Resposta a Epidemia de HIV/Aids” aconteceu nessa quinta-feira (6), em São Paulo. Os autores da publicação – Celso Ricardo Monteiro, Luís Eduardo Batista e Paula de Oliveira e Sousa – receberam funcionários da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo no auditório José Ademar Dias, na própria secretaria, para uma manhã de autógrafos. Aproveitaram para relatar algumas experiências da criação da obra e falar sobre a importância da atuação dos terreiros em torno do Sistema Único de Saúde (SUS) para promoção da resposta à aids.

O livro conta a história de um grupo pioneiro no país, que se formou no Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids (CRT), que luta pelo pleno exercício dos direitos humanos e a promoção da saúde da população em geral, dentro dos princípios do SUS.

"Sempre senti a necessidade de registrar nosso trabalho e sintetizar essa experiência. As pessoas precisam saber que além das Santas Casas, há outros grupos religiosos que também promovem a saúde", contou o pesquisador cientifico Luís Eduardo.

"O Programa Estadual DST/Aids de São Paulo sempre trabalhou de forma conjunta na construção de políticas públicas, tendo nas diferentes parcerias a sustentabilidade necessária à resposta adequada. O diálogo com as tradições religiosas, em especial com as de matriz africana, permitiu ao longo destes anos construir estratégias conjuntas de prevenção às DST/aids , sempre respeitando as especificidades religiosas e culturais da população que frequenta os terreiros", disse a coordenadora do Programa, Maria Clara Gianna.

Também à frente deste trabalho, Celso Ricardo Monteiro, que hoje trabalha na Coordenação Municipal de DST/Aids de São Paulo, explica que o livro não é apenas uma publicação, mas um documento que marca as mudanças de contexto no acesso à saúde da população negra.

"O povo do terreiro sempre teve muitas dúvidas sobre aids. Uns não são sabiam que um mosquito não pode transmitir a doença, outros tinham dúvidas se compartilhar um lençol branco implicava em risco de pegar aids", observou Celso. “Hoje, temos acesso a saúde graças aos direitos humanos”, concluiu o autor.

O livro é uma publicação do CRT e será distribuído gratuitamente.

Talita Martins
(talita@agenciaaids.com.br)

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