LIVRO DE ESTUDANTES DE JORNALISMO, QUE TRATA DA ‘PRIMEIRA GERAÇÃO DE JOVENS NASCIDOS COM HIV’, SERÁ AVALIADO NA PUC-CAMPINAS

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04/12/2006 – 11h50

O Boletim Epidemiológico deste ano trouxe, ao menos, uma boa notícia. Entre 1996 e 2005, a redução da chamada transmissão vertical (quando a mãe infecta o filho com vírus HIV, no momento da amamentação ou na hora do parto) foi de 51,5%. Cinco jovens que não foram favorecidos pelas estatísticas têm suas histórias narradas no livro “Diferentes, como todos nós – Histórias de vida e reflexões sobre a primeira geração de jovens nascidos com HIV”. A obra, escrita por Igor Felipe de Lima Carvalho e Leila Rinaldi Ming, é resultado de um Trabalho de Conclusão de Curso da Faculdade de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). O trabalho será apreciado por uma banca examinadora na manhã desta terça-feira (05/12), nas dependências da própria instituição de ensino.

“No ano passado [2005], a gente se deu conta que nesse ano a pandemia faria 25 anos. Por isso, a gente resolveu discutir o assunto”, explica Leila Rinaldi Ming, uma das autoras da obra, sobre a motivação para a confecção do livro-reportagem. Até então, tanto ela quanto o seu parceiro na apuração e redação dos fatos, Igor Felipe de Lima Carvalho, nunca tinham trabalhado com questões relacionadas à Aids.

Após definirem o tema, os autores começaram a focar a sua investigação e decidiram por retratar a vida da “primeira geração de brasileiros que nasceram infectados e que, atualmente, são adolescentes e jovens.” Através do contato com entidades da área, os estudantes de jornalismo encontraram os personagens do livro. “Nós queríamos falar da condição deles na infância, mostrar como a sociedade os recebeu, refletir sobre o assunto”, afirma Leila Rinaldi Ming.

Dos cinco jovens retratados, que atualmente tem entre 16 e 19 anos, quatro são da capital paulista e um de Sorocaba, no interior de São Paulo. Gênero: três meninas e dois meninos. “A gente gostaria muito… Mas, por enquanto, não temos nada acertado”, lamenta Ming, sobre a possibilidade de publicação do livro por alguma editora. O trabalho foi orientado pelo Prof. Carlos Alberto Zanotti.

Léo Nogueira

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