30/01/2007 – 12h30
A Líbia não vai executar as cinco enfermeiras búlgaras e o médico palestino condenados à morte em Trípoli no mês passado. A promessa é de Saif Al Islam, filho do ditador líbio Muammar Gaddafi. Em entrevista ao jornal búlgaro 24 Chasa, ele disse que seu pai considerou a pena injusta. Segundo Saif Al Islam, será encontrada uma solução que contemple a mudança da pena e que também satisfaça as famílias das crianças infectadas.
Os seis condenados são acusados de terem contaminado centenas de crianças líbias com o vírus da Aids. A sentença e o julgamento foram questionados por especialistas de todo o mundo. “Não haverá execuções. Espero que tenhamos logo um final feliz”, disse Al Islam. “O caso foi na direção errada desde o início. Houve muita manipulação dos documentos originais do processo, muitos erros”, avalia, embora não detalhe quais seriam esses “erros”.
Desde a suspensão, há dois anos, das sanções internacionais impostas à Líbia por colaboração com o terrorismo, o país vem se aproximando dos Estados Unidos e da União Européia (UE). A pena de morte é proibida nos países da UE.
Redação da Agência de Notícias da Aids


