LÍBIA CONDENA A MORTE CINCO ENFERMEIRAS BÚLGARAS E UM MÉDICO PALESTINO ACUSADOS DE INFECTAR CRIANÇAS COM O VÍRUS DA AIDS

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19/12/2006 – 10h30

Apesar dos protestos internacionais, a Líbia condenou na manhã desta terça-feira (19) cinco enfermeiras búlgaras e um médico palestino à morte. Os réus são acusados de terem inoculado deliberadamente o vírus da Aids em crianças líbias. Ao ouvir a sentença, os acusados entraram em pranto, enquanto as famílias das vítimas celebravam a decisão. O médico palestino e as enfermeiras búlgaras são acusados de infectar, em 1998, 426 crianças com o HIV em um hospital de Bengazi, a segunda maior cidade da Líbia. Desde então, os acusados estão presos e já tinham sido sentenciados a morte em 2004. Contudo, o julgamento anterior foi anulado.

A União Européia (EU) pede a libertação dos acusados. Em 2003, uma comissão independente concluiu que a transmissão do vírus havia sido provocada pelas péssimas condições de higiene do hospital, que reutiliza-va seringas. No entanto, mais de 100 cientistas internacionais contestam os resultados e, em abaixo-assinado, afirmam que a perícia foi realizada por “pseudo-experts”.

De acordo com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da França, as 376 crianças sobreviventes (a maioria com 12 anos) não conseguiram enfrentar o preconceito na Líbia e, atualmente, fazem tratamento em hospitais da França e Itália. O Ministro das Relações Exteriores da Bulgária, Feim Chaushev, viajou para a Líbia para acompanhar o veredicto.

Redação da Agência de Notícias da Aids com informações do tablóide The Guardian, do Monsters and Critics.com e da agência AFP.

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