
Nos últimos anos, médicos e especialistas de saúde têm alertado sobre o aumento de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs, antigas DSTs). O crescimento é notado em todas as faixas etárias, mas jovens de 15 a 24 anos estão em maior risco devido a um agravante: o abandono do uso de preservativos.
Nesta semana, vamos falar sobre o retorno de algumas destas condições e a importância da educação sexual e prevenção no combate às ISTs.
Nos últimos anos, o país registrou um aumento generalizado de ISTs, inclusive nas faixas etárias mais velhas. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, do IBGE, foram registrados 1 milhão de novos diagnósticos de ISTs em 2019.
A sífilis, por exemplo, passou de uma taxa de 59,1 casos a cada cem mil para 78,5, em 2021, e as novas infecções por HIV, que estavam em queda no país, desaceleraram a redução e passaram a subir de 2019 para cá.
Dados do Ministério da Saúde apontam que, na última década, mais de 52 mil jovens que tinham HIV passaram a desenvolver Aids. Enquanto isso, o uso de preservativos nesta faixa etária caiu de 47%, em 2017, para 22%, em 2019.
E ainda pior: o período da pandemia da Covid-19 viu explodir o uso de aplicativos de relacionamento virtual, com a prática de sexo sem camisinha se tornando indiscriminada entre os usuários.
Mas a que se deve a subida?
Especialistas em saúde explicam que essa tendência pode ser atribuída a diversos fatores, entre eles mudanças comportamentais, falta de educação sexual adequada e barreiras de acesso a métodos de prevenção.
- Outras medidas, como a queda na vacinação contra algumas das infecções preveníveis por vacina, como hepatites e HPV, também podem ajudar a explicar esse aumento
A falsa sensação de segurança é outro comportamento que pode contribuir para esse aumento. É o mesmo observado com outras doenças infectocontagiosas: o fato de não terem convivido ou tido contato próximo com pessoas que adoeceram e morreram de Aids, por exemplo, faz com que muitos jovens minimizem os riscos associados às ISTs.
Educação sexual importa
Um dos meios mais eficazes para o combate às ISTs entre os jovens é a educação.
- Na escola: a promoção de programas educativos em escolas e diálogo com o público jovem para fornecer informações precisas e relevantes sobre sexualidade, riscos e prevenção é fundamental.
- Em casa: encorajar o diálogo aberto entre pais e filhos pode desmistificar tabus e disseminar conhecimento confiável.
Camisinhas importam, mas não só

Outro ponto que os estudiosos em ISTs, principalmente HIV/Aids destacam hoje é que os preservativos continuam desempenhando um papel vital na prevenção de ISTs, mas não são os únicos: existem outros métodos de prevenção a ISTs.
1. Uso das profilaxias pré (PrEP) e pós (PEP) exposição. Tanto a profilaxia, quanto os preservativos, são distribuídos gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
2. Vacinação, especialmente contra HPV. Em 2022, o país apresentou as menores taxas de cobertura vacinal de HPV, tanto em meninas quanto meninos de 9 a 14 anos.
A pasta da Saúde também promove campanhas de conscientização e ações junto às populações mais vulneráveis para o risco de ISTs e durante o Carnaval, para o público jovem, e no Dia Mundial de Combate ao HIV/Aids, no dia 1˚ de dezembro.



