21/07/2104 – 12h15.jpg)
Aproveitar o poder e o alcance da mídia para enfrentar o estigma e a discriminação relacionados ao HIV e promover os direitos humanos há tempos é uma meta no combate à aids. Pensando nisso, na semana da 20ª Conferência Internacional de Aids (AIDS 2014), que acontece em Melbourne, na Austrália, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) e o Pulitzer Center organizaram em parceria um evento para explorar como essa meta pode ser alcançada.
O encontro que ocorreu nesta segunda-feira, 21 de julho, intitulado “A dupla crise: HIV e Direitos Humanos”, trouxe os participantes para debater as questões chave envolvidas na produção de reportagens, especiais e documentários que tratam de uma maneira balanceada, informativa e solidária para com as populações mais afetadas pelo HIV.
Jornalistas convidados, que já receberam bolsas do Pulitzer Center para completar seu trabalho, discutiram suas experiências de criar materiais em colaboração com as comunidades, incluindo lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros em Uganda, mulheres transexuais na Índia e mulheres vivendo com HIV no norte da Nigéria.
Os participantes exploraram os dilemas éticos que podem surgir, tais como saber como contar as histórias de grupos afetados e estigmatizados em seu trabalho e ao mesmo tempo aceitar que as pessoas podem sofrer mais discriminação como resultados dessa exposição.
O Pulitzer Center também apresentou um novo visualizador de dados interativo, mostrando uma série de estudos de caso das populações-chave ao redor do mundo. O projeto tem como objetivo explorar como a mídia pode usar essas narrativas para promover uma maior comprenssão das vidas e necessidades das comunidades mais afetadas (frequentemente mais marginalizadas).
Citações
“Nós não estamos tentando produzir trabalho acadêmico. Nós estamos tentando fornecer uma breve janela para a vida das pessoas que vivem com o HIV, tentando promover um entendimento das populações-chave”
Zach Child, do Pulitzer Center on Crisis Reporting
“Nós temos sidos ótimos em apresentar os dados mas não em transmitir suas emoções"
Ameto Akpe, jornalista;
“Como jornalista, eu acho que é importante contar todos os lados da história”
Daniella Zalcman, fotojornalista.


