JORNALISTAS AFRICANOS DE LÍNGUA PORTUGUESA FAZEM RECOMENDAÇÕES PARA COMBATER MITOS SOBRE AIDS NA MÍDIA

Ouça esta postagemCarregando...
1.0x

30/11/2006 – 18h

O Programa Africano de Vacina Contra a Aids (AAVP) realizou até esta última quarta-feira, em Lisboa, Portugal, um encontro entre jornalistas para combater mitos ligados ao vírus HIV. Este encontro reuniu jornalistas lusófonos de Moçambique, Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe e Brasil. No final do evento, os participantes fizeram recomendações para combater mitos sobre a Aids na área de comunicação.

Os participantes foram orientados quanto às maneiras de se manterem sempre atualizados sobre a Aids e quanto aos pontos de contato científicos.

Em geral os jornalistas, que atuam em rádio e televisão, foram unânimes em afirmar a dificuldade das pessoas soropositivas em se assumirem como tal, dada a carga de preconceito que sofrem.

A Agência de Notícias da Aids foi apresentada como uma experiência bem sucedida de comunicação e aids. A diretora da agencia, Roseli Tardelli, explicou o funcionamento, histórico e estratégias da agência e os resultados advindos de sua atuação.

Outra questão levantada nos 3 dias do encontro foi a ética em pesquisas. Em países como o Brasil onde existe um sistema de saúde consolidado, no caso de soro conversão durante a pesquisa o voluntário recebe atendimentos e medicamentos dentro dos sistemas. No entanto, em outros paises esta garantia não é efetiva, podendo ocorrer do voluntário soro convertido ser atendido somente durante o tempo da pesquisa. Tal situação foi denunciada pelos participantes e recebeu séria manifestação dos membros da OMS presentes no seminário.

Mesmo com a carga de informações e exemplos apresentados, os jornalistas dos países africanos ainda se declararam inseguros com o tema. Para auxiliar na sua preparação se reservou um tempo para um exercício, coordenado pelos jornalistas Liandro Lindner e Roseli Tardelli, onde foi realizada uma entrevista coletiva com os pesquisadores presentes, esclarecendo diversas dúvidas.

Ao final do encontro, os representantes fizeram algumas recomendações. Leia abaixo:

S.Tomé e Príncipe
-Criação de pontos focais dos paises aqui representados visando a constituição de uma ampla rede lusófona de jornalistas no combate à Aids.

-Conceber um plano para a realização anual ou bienal de seminários do gênero nas diferentes sub regiões para capacitar os jornalistas no tratamento das informações sobre Aids.

-Apelar maior envolvimento dos jornalistas portugueses nesta cruzada dos profissionais dos mídias lusófonos no combate à Aids.

Moçambique
– Acesso da mídia ao desenvolvimento da procura da vacina contra o HIV.

– Trabalho em rede dos jornalistas dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) e com profissionais mais experientes na área.

Brasil
– Reproduzir este seminário entre jornalistas nos paises de língua portuguesa.

– Criação de material específico para jornalistas sobre vacinas anti HIV.

– Criação de espaço virtual de troca de informações de troca de experiências entre os jornalistas.

– Ampliar acesso a estudantes secundaristas e universitários.

Cabo Verde
– Maior divulgação sobre as pesquisas que estão em andamento.

– Criação de rede entre jornalistas

África do Sul
– Participação de experts de países africanos.

OMS
– Modulo de formação para jornalistas em vacinas anti-HIV a partir desta experiência e outras.

– Questionário (pesquisa) entre jornalistas de mídias dos paises sobre conhecimento de vacinas.

Guiné Bissau
– Adaptar informações

– Acesso a fontes.

Angola
– Maior participação da África

Redação da Agência de Notícias da Aids

Apoios