Jogos criados por alunos da USP ensinam sobre ISTs para estudantes do ensino médio, conta Jornal da USP

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Um projeto de estudantes do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP levou informações científicas sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) a estudantes do ensino médio utilizando jogos didáticos desenvolvidos no curso de graduação. O projeto #Adote: Adote uma Bactéria, Vírus e Fungos nas Mídias Sociais, liderado pela professora Rita de Cássia Café Ferreira do ICB e do Centro de Pesquisa em Biologia de Bactérias e Bacteriófagos (Cepid B3), utilizou metodologias ativas de ensino para promover o aprendizado sobre o tema no Instituto Federal de São Paulo (IFSP) Sorocaba.

Durante a ação, os participantes vivenciaram dois jogos educativos imersivos. O primeiro, intitulado Escape Room da Neisseria, ofereceu uma abordagem lúdica e colaborativa para explorar a bactéria Neisseria gonorrhoeae, causadora da gonorreia. Os estudantes se envolveram ativamente na resolução de enigmas que abordaram a transmissão, os sintomas, a prevenção e o tratamento da infecção, em uma dinâmica inspirada nos populares jogos de fuga. A segunda atividade, o jogo TrepoWAR, é uma adaptação do clássico game de estratégia chamado WAR e foi usada para ensinar sobre a sífilis – doença provocada pela bactéria Treponema pallidum. De maneira criativa, os participantes simularam batalhas entre a bactéria e o sistema imunológico, aprendendo de forma interativa sobre os mecanismos de infecção, resposta imune e os aspectos epidemiológicos da doença.

A professora Rita Café Ferreira ressalta que ações como essa fortalecem a formação dos alunos de graduação, ao mesmo tempo que cumpre o papel social da Universidade: “É fundamental aproximar o conhecimento científico da população, especialmente em temas de saúde pública”, afirma. “Quando o estudante universitário assume o papel de educador, ele aprende mais e contribui para a transformação da realidade ao seu redor”, argumenta a pesquisadora. A aplicação dos jogos foi acompanhada por um questionário de avaliação elaborado pelos alunos da USP, que demonstrou alto grau de engajamento e aprendizagem por parte do público participante. Ao final da atividade, os estudantes do ensino médio do IFSP avaliaram positivamente a experiência, destacando o caráter inovador e acessível da abordagem adotada.

A iniciativa faz parte da vertente presencial do projeto #Adote, tradicionalmente conhecido por sua atuação nas redes sociais, no qual os participantes “adotam” microrganismos e os representam por meio de perfis informativos e criativos. Ao ampliar sua atuação para além do ambiente virtual, o projeto busca fortalecer a interação entre Universidade e comunidade, contribuindo para a promoção da saúde e da educação científica em diferentes níveis de ensino. O projeto segue ampliando seus formatos de atuação, integrando ciência, criatividade e comunicação para formar uma nova geração de cientistas capazes de dialogar com diferentes públicos – dentro e fora das redes sociais.

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