24/07/2014 – 12h50
O investimento internacional na área da redução de riscos para pessoas que injetam drogas é totalmente inadequado, segundo foi exposto em um relatório apresentado na na 20ª Conferência Internacional e Aids, em Melbourne. Os doadores estão investindo apenas 7% do que é realmente necessário para os programas de redução de riscos, para uma população fortemente vulnerável à infeção pelo HIV e hepatites virais.
Um questionário internacional concluiu que 160 milhões de dólares americanos foram gastos na redução de riscos em 2010, uma pequena fração dos 2,3 bilhões de dólares necessários para disponibilizar uma cobertura adequada nesta área.
Os componentes essenciais nos programas de redução de riscos para pessoas que usam drogas injetáveis incluem programas de troca de agulhas e seringas, tratamento de substituição opiácea, rastreio e aconselhamento na área do HIV, disponibilização de preservativos, diagnóstico e tratamento de DSTs, hepatites virais e tuberculose.
Contudo, 71 países não têm programas de troca de agulhas e seringas e 81 não disponibilizam tratamento de substituição opiácea. Há ainda evidência que o compromisso dos doadores para financiar a redução de riscos para pessoas que consomem drogas injetáveis regrediu desde 2010.
O Comissário Global de Drogas, Sir Richard Branson, afirmou que se tem gastado muito dinheiro em prender as pessoas que usam drogas e que esse dinheiro deveria ser canalizado para as áreas da educação e tratamento. Foi feito um apelo para que os gastos com a redução de riscos aumentem em 10% dos totais despendidos no controlo de drogas até 2016.



