O plano de saúde começa a disputar espaço com salários entre as maiores despesas de pessoal das empresas. Em determinados setores, o benefício já representa entre 15% e 20% do custo da folha, segundo levantamento interno da Wiz Benefícios, unidade da Wiz Co especializada em saúde corporativa.
A escalada, alimentada por reajustes que podem chegar a 25%, mudou também quem acompanha a conta. Antes concentrada nas áreas de recursos humanos, a gestão dos planos passou a entrar diretamente no radar de CFOs e equipes de planejamento financeiro.
O problema é que poucas empresas estariam preparadas para essa mudança. Pelos dados da Wiz, menos de 5% das companhias brasileiras tratam hoje a saúde dos funcionários como um ativo a ser gerido com dados, prevenção e acompanhamento de afastamentos e sinistralidade.
Há dinheiro em jogo dos dois lados. A empresa estima que programas preditivos e de prevenção bem estruturados possam gerar retorno entre 40% e 60% acima do valor investido em até dezoito meses. Por enquanto, porém, esse tipo de inteligência continua concentrado entre gigantes: mais de 95% das companhias que adotam modelos avançados de análise de dados em saúde têm mais de 5.000 funcionários.



