
A sessão intitulada “The Brightest Under 30: Celebrating Youth Voices and Promoting Meaningful Youth Engagement in HIV Prevention Research”, que pode ser traduzida como “Os Mais Brilhantes Abaixo de 30: Celebrando Vozes Jovens e Promovendo o Engajamento Significativo da Juventude na Pesquisa de Prevenção ao HIV”, apresentada na 5ª Conferência de Pesquisa para Prevenção do HIV (HIVR4P 2024), em Lima, destacou o papel transformador que jovens líderes estão exercendo na pesquisa de prevenção ao HIV. Participantes de diversas partes do mundo compartilharam suas histórias e perspectivas, demonstrando como sua participação ativa é fundamental para impulsionar novas abordagens na prevenção do HIV.
Os palestrantes da sessão enfatizaram que a juventude é essencial para moldar o futuro da ciência e da política de saúde, não apenas como beneficiários, mas como protagonistas capazes de liderar mudanças significativas. Foi amplamente debatida a importância de criar plataformas que promovam a inclusão e o engajamento desses jovens, especialmente em contextos vulneráveis. Além disso, exemplos práticos de projetos em andamento demonstraram como as ideias dos jovens podem impactar diretamente as soluções de saúde pública.
O debate contou com a participação de nomes como Adaobi Olisa, Nolwazi Khanyile e Patriciah Jeckonia, que compartilharam suas experiências e ressaltaram a urgência de continuar incentivando a participação juvenil em pesquisas e ações de prevenção ao HIV.
Jovens pesquisadores
Jovens líderes como Adaobi Olisa, da Nigéria, Nolwazi Khanyile, da África do Sul, e Patriciah Jeckonia, do Quênia, trouxeram contribuições inspiradoras sobre o envolvimento juvenil nas pesquisas de prevenção ao HIV. Eles enfatizaram que a juventude deve estar no centro das decisões que impactam suas vidas, reforçando o lema “Nada sobre nós, sem nós”.
Segundo Patriciah Jeckonia “as adolescentes e jovens mulheres (AGYW) são colaboradoras ativas no desenvolvimento de estratégias de PrEP, desafiando o enfoque tradicional e trazendo novas perspectivas que realmente refletem suas realidades”. Adaobi Olisa concorda com Patriciah e também ressalta que “ é muito importante que reconheçamos as competências técnicas dos jovens, permitindo que eles influenciem diretamente as políticas de saúde, ao invés de serem apenas beneficiários das intervenções.”
Essa abordagem não só legitima as políticas de prevenção, mas também torna as soluções mais efetivas, pois são construídas com base em quem mais será impactado por elas .
Fabi Mesquita Guarani, do Peru, especial para a Agência Aids


