27/12/2006 – 12h40
“Desenvolvimento progressivo de uma idéia”. Essa é uma das definições do termo “evolução”. Na área de vacinas ou das pesquisas com microorganismos, pode-se dizer que um dos fatos mais importantes da história foi à criação do Instituto Pasteur em 1888. Noventa e seis anos mais tarde, o centro de pesquisa francês isolaria o vírus da Aids pela primeira vez. Além disso, a equipe comandada por Luc Montagner caracterizou o HIV , também de forma inédita, como um retrovírus, ou seja, como um “vírus mutante que se transforma conforme o meio em que vive”, segundo definição do site do Programa Nacional de DST/Aids. Sem o cientista Louis Pasteur (1822-1895), nascido há exatos 184 anos, talvez o Instituto Pasteur não existisse. E talvez as pesquisas científicas em prol da luta contra a pandemia da Aids estivessem em um estágio bem menos avançado.
Louis Pasteur nasceu em 27 de dezembro de 1822 em Dole, cidadezinha no interior da França. Iniciou os estudos em Arbois e posteriormente Besançon, municípios próximos da sua terra natal. Em 1843, muda-se para Paris com o intuito de continuar seus estudos. Segundo historiadores, nunca foi um aluno muito aplicado ou brilhante, mas o interesse por química o levou a ministrar aulas da matéria em Estrasburgo (região no leste da França que, durante muitos anos, foi alvo de disputas entre franceses e alemães) e na própria capital.
Em 1854, com apenas 32 anos, é nomeado decano (uma espécie de sub-reitor) da Faculdade de Ciências na Universidade de Lille. Dez anos depois, o químico cria o processo conhecido como pasteurização, utilizado para destruir microorganismos patogênicos (como bactérias e vírus, capazes de produzir doenças infecciosas) nos alimentos. O método consiste, basicamente, em aquecer os víveres. Em 1888, funda o Instituto Pasteur com o objetivo de investigar os microscópicos agentes patogênicos. Ainda durante a sua vida, o centro de pesquisa faz várias descobertas, como a vacina anti-rábica.
O cientista morreria poucos anos após a fundação do Instituto, em 28 de setembro de 1895. Ao contrário de outros gênios, Louis Pasteur foi reconhecido em vida. Provavelmente por ter vivido em uma nação que sempre valorizou a ciência, como comprova a longevidade e o sucesso do Instituto Pasteur nas pesquisas mais recentes, sejam relacionadas a Aids ou em outras áreas.
Redação da Agência de Notícias da Aids



