22/3/2007 – 16h55
O Brasil encabeça o 15° lugar entre os 22 países responsáveis por 80% do total de casos de Tuberculose no mundo
A GESTOS Soropositividade, Comunicação e Gênero realizará nesta sexta (23/03), das 14 às 18h, um seminário sobre tuberculose e AIDS. Com o tema “A Tuberculose é Antiga mais não é Passado”, a Instituição lembra que apesar de todos os esforços no sentido de combatê-la e dos avanços no tratamento, a doença ainda acomete muitas pessoas soropositivas.
O evento acontece no SOS Corpo, na Rua Real da Torre, 593, atrás do Mercado da Madalena.
Dados sobre a Tuberculose
Os números sobre TB são bastante expressivos, atualmente há oito milhões de casos no mundo, que significa um terço da população mundial. Isso resulta em dois milhões de óbito por ano, em 95% dos casos nos países em desenvolvimento.
O Brasil encabeça o 15° lugar entre os 22 países responsáveis por 80% do total de casos de Tuberculose no mundo. Em Pernambuco a média é de 4.500 casos novos por ano. Outro dado diz respeito aos portadores de HIV-AIDS, deles, 6% são co-infectados por tuberculose.
A tuberculose é uma doença infecto-contagiosa, de certo modo silenciosa, originada numa bactéria chamada “bacilo de Koch”. Tosses que duram mais de três semanas têm grande chance de ser um sinal da doença.
A transmissão acontece pelo ar (desde que não tenham contato com a luz solar), uma vez que os portadores não tratados expelem as bactérias tossindo, espirrando e falando. O contato da pessoa saudável com esse ar leva à transmissão.
Além da tosse, os sintomas da doença se manifestam através de febre (freqüentemente ao entardecer), suores durante a noite, falta de apetite, perda de peso e fadiga. O órgão mais atingido é o pulmão, mas outros sintomas podem surgir na forma de meninges (meningites) ou ainda nos ossos e rins.
Assim que os primeiros sinais aparecerem, deve-se procurar um posto de saúde para ser feita a radiografia que detecta a tuberculose.
Diagnóstico e Tratamento
Existem três formas eficazes de se detectar a tuberculose: uma é a coleta de secreção pulmonar, pela manhã, através da tosse. Uma outra forma é injetando a tuberculina (que é uma substância retirada da própria bactéria) sob a pele e aguardar a reação dentro de72-96 horas, um processo chamado Mantoux.
A forma mais usada no diagnóstico em crianças é o aspirado gástrico, em que se procura a presença do bacilo no catarro deglutido do estômago.
No Brasil há um tratamento padronizado para a tuberculose, que tem cura. Apesar de ser prolongado por volta de seis meses, o tratamento da tuberculose não necessita de internação na maioria dos casos.
Os medicamentos mais utilizados são a izoniazida, rifampicina e a pirazinamida. Com o tratamento correto, após duas semanas não há mais risco de transmissão.
Fonte: Gestos


