FUNCIONÁRIOS DO EMÍLIO RIBAS MARCAM REUNIÃO COM CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DE SP E PEDEM SAÍDA DE DIRETOR SEBASTIÃO ANDRÉ DE FELICCE

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7/12/2006 – 16h15

Na noite desta última quarta-feira (6), a Associação dos Médicos do Emílio Ribas (AMIIER) esteve reunida em assembléia para planejar a reunião na próxima semana no Conselho Regional de Medicina para apurar denúncias apresentadas pelo corpo clínico do Instituto. Uma das principais reivindicações do movimento é a demissão e investigação da administração do diretor Sebastião André de Felicce. Funcionários presentes na assembléia levantaram questões sobre irregularidades no local como a falta de segurança devido a remoção de todos extintores de incêndio, obras, escala de plantões abusivas e redução de leitos.

Os conflitos acontecem desde o primeiro semestre de 2006 e teve, até o momento, o ápice no último dia 1 de dezembro com um ato público e a entrada de uma representação no Ministério Público de São Paulo para averiguar irregularidades na administração e nas obras do Emílio Ribas

A associação (AMIIER) aponta falta de manutenção em aparelhos de endoscopia, falta de agulhas de punção, 64 leitos desativados devido às obras no local – o que representa 30% do total – além da falta de transparência na administração e condução dos problemas enfrentados nas obras como o planejamento arquitetônico. Os funcionários temem que a desativação temporária de leitos seja efetiva pelo fato da direção do Instituto “não pensar na população e privilegiar mais espaços físicos para administração”, de acordo com os médicos.

Na última semana, a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual da Saúde negou que haja dificuldades de atendimento no local e afirmou que exames de endoscopia poderiam ser realizados pelo Hospital do Mandaqui, enquanto o problema não é solucionado.

“Temos a informação que o Mandaqui está com o mesmo problema [aparelho quebrado]. Além disso, é um absurdo falar que não temos problemas se trabalhamos com barulho de britadeiras, enfrentamos problemas de goteiras, mesmo com as obras e os pacientes são expostos ao pó. A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar jamais deveria admitir uma situação de caos dessas”, afirmou o médico Lucas Medeiros.

A AMIIER representa 300 médicos e promete divulgar documentos nas próximas semanas com mais irregularidades sobre as condições de segurança, por meio de relatórios da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, além das condições abusivas de escala de plantões dos médicos.

Os médicos ainda afirmam que houve uma “operação maquiagem” no dia 1 de dezembro de aparelhos encostados pelos corredores e cadeiras que foram escondidos em salas. Os funcionários precisaram retirar os objetos para trabalhar, segundo eles.

A direção também não teria informado como serão os espaços físicos após as obras. Na próxima quarta, às 8h, haverá uma reunião com o diretor Sebastião André de Felicce, representantes do Conselho Regional de Medicina e da Associação Paulista de Medicina, além da própria AMIIER.

A AMIIER pretende levar o caso adiante, buscando parceria com partidos políticos e parlamentares na Assembléia Legislativa de São Paulo.

Rodrigo Vasconcellos

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