FÓRUM SOCIAL ALERTA PARA A SAÚDE NA ÁFRICA E DEFENDE SISTEMA PÚBLICO

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17/1/2007 – 13h50

Sindicalistas, associações de usuários de sistemas de saúde, feministas e homossexuais vão realizar, de 21 a 23 de janeiro, o 2º Fórum Social Mundial da Saúde. Dois anos após o primeiro encontro, em Porto Alegre, esta reunião será realizada na África, paralelamente ao 7º Fórum Social Mundial.

No continente africano, vive um terço das pessoas portadoras de aids em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Também na região ocorrem 90% das mortes por malária, com 300 milhões de vítimas por ano, e mais de 6% da população vive com hanseníase, somando 690 milhões de pessoas.

“A África revela a grave situação que vivem os povos pobres do mundo”, afirma Valdevir Both, do Centro de Educação e Assessoramento Popular e secretário executivo do fórum.

Essa situação fez os organizadores do encontro escolherem o lema África: O Espelho do Mundo. Os participantes querem propor aos organismos internacionais, como a OMS e o Banco Mundial o apoio a serviços públicos, como o Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil.

“Nos planos privados de saúde, quem tem dinheiro, consegue médico. Mas há uma grande parcela das pessoas que fica fora”, afirma Both. “Enfrentamos um conjunto de problemas no Brasil, mas o SUS é um avanço, porque garante o acesso à saúde a todo e qualquer cidadão, contribuindo ou não.”

Outra alternativa que será defendida pelo Fórum Mundial de Saúde é o fim da cobrança pela patente de medicamentos, em caso de epidemias. Para fabricar medicamentos, uma indústria precisa pagar royalties – direito de uso – para a empresa que registrou a patente.

“O patenteamento faz com que algumas empresas internacionais tenham lucros exorbitantes na área da saúde. Mas qual o custo disso para a humanidade? Muitas vezes, as pessoas que não têm dinheiro ficam sem o medicamento”, questionou o secretário.

Fonte: Agência Brasil

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