Fórum de Ongs/Aids se reúne em Brotas (SP) e planeja fazer próximo encontro estadual na cidade

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07/04/2014 – 14h21 

O Fórum de ONGs/Aids do Estado de São Paulo (Foaesp) realizou nessa sexta-feira, 4 de abril, a primeira reunião ordinária no interior do Estado. Na cidade de Brotas (a 268 km da capital), a reunião foi aberta com as boas vindas do prefeito Orlando (Du) Pereira Barreto Neto, que elogiou as Ongs pelo trabalho desenvolvido no estado. “Se não tivéssemos o Gappa (Grupo de Apoio ao Portador e Prevenção à Aids) em Brotas, teríamos uma lacuna na sociedade brotense”, afirmou ele.

Neste ano, o Foaesp vai retomar estratégia promovida há alguns anos e realizar uma série de reuniões ordinárias no interior do Estado. “O objetivo das reuniões descentralizadas é aproximar as Ongs das diversas realidades no estado, bem como fortalecer a incidência da sociedade civil na região”, explicou Margarete Preto, vice-presidente do Foaesp. Na pauta de discussões, entraves burocráticos na referência e contra referência no atendimento das pessoas vivendo com HIV/aids em Brotas e região chamaram a atenção dos participantes.

As pessoas com HIV e aids da região são atendidas em Jaú, cidade que fica a 50 quilômetros da cidade. Segundo o Gappa , algumas ocorrências tornaram-se emblemáticas do descaso à saúde dos pacientes de Brotas atendidos pela organização. “Um médico não quis fornecer a receita e os medicamentos de uma paciente internada numa clínica psiquiátrica porque queria ver a paciente antes”, disse a técnica de enfermagem Alessandra Marin, do Gappa.

Já o tratamento pediátrico, segundo a presidente do Gappa , Jussara Susi, é feito em Bauru, distante 100 quilômetros de Brotas. O Foaesp pediu empenho da interlocução de Selma Nardi, do Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) da região de Bauru, para a implantação de um serviço de atenção integral às pessoas vivendo com HIV/aids no município. Selma comprometeu-se a entabular tratativas formais com o município para atender à reivindicação. Também estavam na reunião representantes do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo e outros técnicos da região.

Segundo o Gappa, consultas com especialistas e realização de exames mais complexos têm demorado meses. Exemplos são os casos de consultas com cardiologistas (4 meses) e de ressonância magnética (5 meses). “Não é aceitável esse tempo de espera para uma consulta ou para um exame”, disse Rodrigo Pinheiro, presidente do Foaesp. Para ele, a GVE, o município e o estado têm de conversar para resolver o impasse. “Esse compromisso foi assumido publicamente pelos gestores”, afirmou Rodrigo.

Outros temas também foram discutidos na reunião, como a questão da discussão entre cobertura universal de saúde e sistemas de saúde, os projetos do Fórum para 2014 e a realização de um seminário sobre casas de apoio para pessoas com HIV/aids. Por fim, o Foaesp decidiu realizar o próximo Encontro Estadual de ONG/aids na cidade do cantor Daniel.

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