FÓRUM DE ONG/AIDS DE SP REPENSA MOVIMENTO SOCIAL PARA 2007

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8/12/2006 – 21h

Na reunião da tarde desta sexta-feira do Fórum de ONG/Aids de São Paulo, os ativistas do movimento de Aids levantaram reflexões sobre relações interpessoais, planos de comunicação e pautas de discussão para 2007. Ao final, os participantes avaliaram evento de forma positiva e realizaram um amigo secreto com bombons e desejos de felicidades.

No início da tarde, a ativista Beth Franco, do GIV (Grupo de Incentivo à Vida) contou uma história sobre um rei que deserdou uma de suas filhas por ter comparado ele com o sal. Mais tarde, numa festa realizada por ela, a filha fez um banquete totalmente sem sal. Então, o pai percebeu o erro que cometeu com a filha ao verificar que nenhum alimento tinha o gosto desejado.

A metáfora do “sal” permeou a tarde do evento com a pergunta: o que o sal representa dentro do movimentos de Aids em São Paulo. Entre os diversos assuntos abordados, os principais foram o resgate da missão do Fórum, conselho político mais participativo, diálogo, relações interpessoais, entre outros.

Os ativistas criticaram que o episódio envolvendo laboratórios que se transformou em ataques e ofensas pessoais dentro do movimento nos últimos meses. “Devemos lembrar o que gerou essa discussão toda foi o apoio ou não de laboratórios, até hoje isso não foi decidido”, disse Beto Pereira da ONG Bem me Quer.

“O José Marcos de Oliveira chorou em uma das reuniões porque quase perdemos a cadeira no Conselho Nacional de Saúde e ninguém deu a mínima por causa dessas discussões”, afirmou Beth Franco.

“O fato é que ainda não soubemos usar um jeito ético de divergir de opiniões”, acrescentou.

O assunto deverá ser esclarecido no próximo ano e também será cobrado do governo uma posição sobre o tema de licença compulsória e a falta de medicamentos. Uma audiência com o presidente da república poderá ser marcada.

O Fórum de ONG/Aids também promete realizar reunião para discutir relação de comunicação com a imprensa – se haverá um horário de reunião reservado para os ativistas sem a presença de repórter -, além de habilidades para pautar a mídia para o movimento ter mais destaque em veículos de comunicação. Ainda haverá discussões sobre a cobertura da Agência de Notícias da Aids nos últimos meses sobre o episódio dos laboratórios.

Os participantes ainda enfatizaram a necessidade de maior participação de outros ativistas que ficam tímidos durante as reuniões, além dos mais conhecidos como Américo Nunes, Paulo Giacomini e José Araújo Lima.

Outro fator positivo apontado no evento é que o ato do dia 1 de dezembro no SAE Campos Elíseos reergueu o movimento de Aids em São Paulo.

Rodrigo Vasconcellos

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