Formação de ativistas marcou o último dia do Seminário de Novas Tecnologias de Prevenção para o HIV

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16/09/2014 – 17h

O último dia do 2o. Seminário Nacional de Vacinas e Novas Tecnologias de Prevenção para o HIV/Aids realizado pelo Grupo de Incentivo à Vida (GIV), em São Paulo, foi dedicado ao fortalecimento do ativismo por meio de atividades de formação. No sábado (14), integrantes de movimentos sociais e organizações não governamentais (ONGs) de várias partes do país tiveram a chance de discutir entre eles as informações trazidas nos dias anteriores por gestores e cientistas sobre temas como profilaxia pós-exposição (PEP), profilaxia pré-exposição (PrEP), tratamento como prevenção (TasP) e circuncisão.

O tema das novas tecnologias de prevenção, que tem dominado o debate das políticas de HIV nos últimos quatro anos, é denso tanto em conteúdo científico quanto em aspectos relacionados a direitos humanos. “Há muita novidade neste campo e a necessidade de atualização constante é um desafio para o ativismo”, disse Regina Bueno, do Grupo Pela Vidda Rio.

Segundo organizador do evento, o professor e pesquisador Jorge Beloqui, do GIV, as apresentações de gestores e cientistas têm restrições de tempo e não permitem um debate aprofundado. A manhã exclusiva para os ativistas permitiu a reflexão e a fixação dos conteúdos, o que foi promovido por meio de diferentes métodos.
Nas “conversas afiadas”, monitores apresentaram argumentos que têm aparecido na mídia ou nos debates especializados sobre os novos métodos preventivos. Coube aos grupos pôr os argumentos à prova a partir da perspectiva da sociedade civil. Em outra sala, a discussão se desenvolveu a partir do estudo de casos.

Uma terceira atividade lançou mão do lúdico como método pedagógico. Em um jogo de perguntas e respostas, os ativistas testaram seus conhecimentos sobre a PrEP. Entre os conteúdos discutidos estiveram os princípios da tecnologia, os resultados dos ensaios clínicos mais relevantes e detalhes do acompanhamento clínico da pessoa soronegativa em uso da medicação.

Para Teresinha Martins, do GIV, que coordenou o jogo sobre PrEP, a atividade não só testa e desenvolve conhecimentos como familiariza os participantes com a publicação da entidade, o Boletim de Vacinas, que é disponibilizada para consulta. A revista reúne informação científica e análises originais e compiladas sobre as novas tecnologias biomédicas de prevenção – não mais se restringindo a vacinas, como sugere seu nome.

Marcus Dutra, do Fórum de ONGs/ Aids do Espírito Santo, diz que a experiência do seminário foi informativa e contribuiu para o aprimoramento da discussão.

Mário Scheffer, do Grupo Pela Vidda São Paulo, já havia destacado, na abertura do evento, que as funções do ativismo incluem a formação dos ativistas e a tradução e a discussão dos avanços científicos.

Beloqui destacou a responsabilidade dos participantes na divulgação do conhecimento. “A procura foi muito grande e não pudemos inscrever todos os interessados no seminário. Isso trouxe uma responsabilidade maior para quem participou em disseminar as informações dadas aqui.”

Henrique Contreiras, colaborador

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