Feira da Diversidade: Ministro Silvio Almeida diz que quer país sem “medo de amar”

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São Paulo (SP), 30/05/2024 - O ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, e a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, participam do lançamento do projeto-piloto do Programa Empodera+: Trabalho Digno, Educação e Geração de Renda para Pessoas LGBTQIA+, na 23ª Feira da Diversidade. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

 O ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio de Almeida, disse nesta quinta-feira (30) que busca construir um país em que as pessoas não tenham medo de amar. “Apesar daqueles que torcem contra o Brasil, o nosso Brasil é o Brasil da alegria. É o Brasil em que a gente vai fazer com que no futuro que todas as pessoas não tenham medo de amar”, disse ao subir no palco principal da 23ª Feira Cultural da Diversidade LGBT+, no Memorial da América Latina, zona oeste paulistana.

Silvio Almeida afirmou que o evento, que faz parte do calendário da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, é um momento de “reafirmação dos direitos humanos e da cidadania”, assim como do compromisso do país com esses valores.

Em seguida, assinou um protocolo de intenções com o Banco do Brasil para o estabelecimento de diretrizes que estimulem a ocupação de cargos de liderança com diversidade de gênero e orientação sexual.

“Empregabilidade é tudo. Mas como a gente vai ter emprego se a gente não tem experiência? Como a gente vai ter emprego se não tem possibilidade de inclusão? Como a gente vai ter emprego se não tem oportunidade? A gente está aqui como banco público de economia mista para dar oportunidade a todos”, disse a presidente do banco, Tarciana Medeiros, que também subiu ao palco no evento.

Saúde integral para pessoas LGBT+

Do Ministério da Saúde, a farmacêutica Alícia Krüger, assessora de Políticas de Inclusão, Diversidade e Equidade em Saúde, disse em entrevista à Agência Aids que saúde não se faz apenas dentro dos serviços de saúde. “Promover saúde é promover bem-estar, cultura, seguridade social… Este ano, o Governo Federal tomou a decisão de trazer para a Feira da Diversidade um grande estande, estamos fazendo um trabalho de sinergia: direitos humanos, saúde, trabalho. Os ministérios todos representados para realizar um trabalho em prol desta população. Um de nossos maiores desafios tem sido dar respostas robustas. Comemoramos 20 anos de Visibilidade Trans. No aplicativo do Meu SUS Digital, em parceria com a secretária Ana Stella Haddad, a própria pessoa consegue colocar seu nome social. As transexualidades hoje não figuram mais como doenças mentais. Essas são algumas das entregas que temos feito. As barreiras estruturais tem sido enfrentadas pelo nosso governo democrático.”

Do Movimento Paulistano de Luta Contra a Aids, Eduardo Barbosa comemorou a oportunidade de reunir na feira diferentes ONGs/aids que levaram acolhimento e informações sobre HIV/aids para a multidão que caminhava pelo local. “Nós somos pela diversidade e pela inclusão. Hoje o Mopaids se faz presente procurando lembrar a comunidade que o HIV e a aids continuam presentes em nossa vida. É possível viver intensamente e bem. Chamamos a atenção de todas as pessoas para estarem presentes com a gente nessa luta, incidindo politicamente para que leis sejam feitas, para que um melhor acesso aconteça e para que a gente possa, de verdade, fazer da política de aids uma política de Estado e não de governo.”

A feira reuniu um grande público que lotou as áreas externas do Memorial da América Latina, complexo que se divide dos dois lados da Avenida Mário de Andrade. Nos palcos, uma programação contínua de atrações culturais, passando pela música, performance e dança.

O espaço recebeu ainda 200 expositores de vários segmentos, como roupas, decoração, turismo especializado, spa e misticismo, com leitura de tarô. Há ainda duas praças de alimentação.

A pré-candidata a vereadora pelo PSOL, Carolina Iara, marcou presença no evento. “Venho na Feirinha desde 2007, já faz um tempinho. Sempre foi um espaço para a gente se descobrir, se socializar e para politizarmos nossas vivências. É um ambiente que a gente pode conversar com as pessoas e fazer o debate político.”

O evento, que antecedeu a 28ª Parada do Orgulho LGBT+, contou com acessibilidade, teatro de artistas LGBTQIAP+ e palestras voltadas para o empreendedorismo da comunidade.

Redação da Agência de Notícias da Aids

 

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