31/10/2014 – 18h
A relação entre pesquisadores em epidemiologia, gestores dos sistemas de saúde pública e novos desafios para a área foram temas discutidos na mesa redonda “Contribuições da epidemiologia para a saúde pública: o que mais pode ser feito?”. O debate foi realizado durante a 14ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi), na tarde desta quinta-feira (30) no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.
A mesa, coordenada por Rômulo Paes da Sousa, contou com os profissionais Moysés Szklo ( John Hopkins University), César Gomes Victora ( Universidade Federal de Pelotas) e Moisés Goldbaum, da Universidade Federal de São Paulo (USP). Os participantes relataram suas experiências trabalhando com epidemiologia no Brasil, com ênfase nos desafios enfrentados na atuação junto à saúde pública.
Szklo discutiu os problemas enfrentados pelos epidemiologistas no trabalho com os gestores e como esses desafios foram superados. Ele deu destaque à relação entre academia e gestão pública e os desafios de levar uma pesquisa do laboratório até sua aplicação efetiva como parte de políticas públicas de saúde.
O especialista propôs que se crie um modelo para melhorar essa relação e a vigilância epidemiológica, assim como estratégias para estimular o abandono de comportamentos de risco por parte da população.
Victora descreveu suas pesquisas em áreas de relevância para a epidemiologia, expondo experiências de sucesso dentro e fora do Brasil. Seu trabalho foi importante para a adoção de diferentes medidas relacionadas a temas como o desenvolvimento infantil, principalmente nos países em desenvolvimento.
César reiterou a importância da boa relação com os gestores e com a sociedade e a necessidade de elaboração de resultados claros para os envolvidos: “Se queremos repassar conhecimento, traduzir, nós temos de simplificar”, ressaltou.
Goldbaum apontou os avanços da epidemiologia no Brasil, com exemplos como o da expansão dos programas educacionais e a valorização da pesquisa, tanto pela academia quanto pela saúde pública. Ele citou também os inúmeros desafios enfrentados pelos epidemiologistas e gestores e estratégias para superar essas dificuldades e aprimorar os serviços de saúde, principalmente no que diz respeito ao enfrentamento das desigualdades sociais no Brasil.
A Expoepi tem um público estimado de quase 4 mil pessoas e termina nesta sexta-feira (31), com cerimônia de encerramento e entrega de prêmios para os melhores expositores.
Dica de entrevista:
Ministério da Saúde
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